Volta do voluntariado em Beja

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Teresa Chaves

presidente da Cáritas de Teja

Estando a decorrer o Ano Europeu para o Voluntariado, por todo o país, os diversos Bancos de Voluntariado e Instituições com actividades de voluntariado, com o apoio do Conselho Nacional Promoção Voluntariado, têm organizado as chamadas “Voltas do Voluntariado”.
Em Beja, promovida pelo Banco de Voluntariado de Beja coordenado pela Caritas, a Volta está a decorrer durante toda a semana no Instituto Politécnico de Beja até ao dia 28 do corrente. Aderiram a esta iniciativa 24 entidades entre instituições, associações e paróquias com actividades de voluntariado no distrito de Beja, tendo as responsabilidades da organização sido partilhadas entre todos. Durante toda a semana estará patente uma exposição do trabalho desenvolvido na área do voluntariado no nosso distrito para alem de workshops, colóquios, recolha de sangue etc.
Estando o país a viver um momento de crise, é muito gratificante podermos assistir a este crescer de pessoas que se doam a causas e acções em prol de outros que necessitam. Muitas vezes ouvimos os voluntários afirmar que ao se darem, recebem sempre mais do que aquilo que dão. E é interessante reflectirmos sobre isso. O voluntariado não é somente um acto de participação cívica mas vai mais para alem disso. O voluntariado é um exercício de amor. Dizia o Papa João Paulo II na sua mensagem no ano em que a ONU dedicou ao Voluntariado que “Há como que um mote inato no coração, que estimula cada ser humano a ajudar o seu semelhante. Trata-se de uma lei da existência. O voluntário sente uma alegria, que é muito maior do que a acção realizada, quando consegue oferecer algo de si próprio, gratuitamente, aos outros.
Precisamente por isto, o Voluntário constitui um factor peculiar de humanização: graças às diversas formas de solidariedade e de serviço que promove e concretiza, torna a sociedade mais atenta à dignidade do homem e às múltiplas expectativas. Através da actividade que desempenha, o Voluntario faz a experiência de que, só através da dedicação ao próximo, a criatura humana se realiza plenamente a si mesma.
Não é suficiente ir ao encontro de quem vive dificuldades materiais; é preciso responder, ao mesmo tempo, à sua sede de valores e de respostas profundas. É importante o tipo de ajuda que se oferece, mas mais importante é o sentimento com que ela é dada. Quer se trate de microprojectos ou de grandes realizações, o Voluntario está chamado a ser, em qualquer caso, escola de vida sobretudo para os jovens, contribuindo para os educar para uma cultura de solidariedade e de acolhimento, aberto ao dom gratuito de si.”
Nesta fase da história mundial em que assistimos ao ruir de um sistema economicista que endeusa o material, esta escola de vida, fruto do voluntariado é um importante sinal.

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