Viver com a crise

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

José Carlos Albino

consultor

A crise, ou seja as convulsões e turbulências que eram inevitáveis face ao modelo que se foi desenvolvendo desde o pós-guerra e pós crise petrolífera e que <b><i>endeusou o mercado e o jogo financeiro</i></b> em que se ganha sempre, esta fase está para ficar por largos tempos, a não ser que haja uma<b><i> reviravolta </i></b>no funcionamento do mercado e dos Estados.
De facto, há décadas e décadas que no Ocidente, nos países ditos civilizados, os cidadãos, nomeadamente os trabalhadores por conta de outrem, viram que o seu poder de compra cresceu progressivamente e acreditaram que esta roda de crescimento imparável era um sonho realizável. Mas o aprofundamento das <b><i>desigualdades sociais e territoriais</i></b>, o crescimento duma nova pobreza nos países ditos desenvolvidos e a degradação do <b><i>ecossistema</i></b> em todas as frentes eram sinais que hoje são realidades em crescimento e que obrigam à invenção dum <b><i>novo modelo. </i></b>
Mas, entretanto, vamos ter que viver com a crise.
Significa isto que temos que encontrar um <b><i>novo estilo de vida </i></b>mais moderado, mas que comporte um novo leque de <b><i>novas ambições. </i></b> E que novas ambições podemos e devemos afirmar?
Considero que elas terão que ter mais a ver com padrões de <b><i>qualidade de vida e com bens imateriais</i></b>, e menos com o poder de compra. Direi que devemos ambicionar uma vida mais activa enquanto cidadãos de comunidades, o que implica investir na participação sócio-cultural e cívica, ou seja, tirarmos o máximo de <b><i>proveitos das infra-estruturas e programas</i></b> que foram erguidos ao longo das últimas duas décadas.
Sugiro, assim, que se minorize o consumo financeiro, <b><i> o consumo da compra privada</i></b>, e se valorize um consumo do gratuito ou barato em bens que realmente nos valorizem –<b><i> novos consumidores precisam-se! </i></b>
E enquanto vamos vivendo a crise, há que ir procurando o novo modelo que deve assentar na <b><i>regulação do mercado</i></b>, em Estados com sentido estratégico que defendam os deserdados da crise e numa procura da equidade, particularmente a <b><i>equidade fiscal</i></b>, sem esquecer a preservação<b><i> ambiental e territorial</i></b>, em que sobressai as materiais referente à água e à energia.
<b><i>Boa disposição e olhos abertos! </i></b>

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