As eleições Legislativas do passado domingo, 10, vieram alterar por completo o panorama político nacional. De uma maioria absoluta socialista (e de esquerda), passamos para um Parlamento “virado” à direita, com a Aliança Democrática (AD) a preparar-se para formar Governo e com o Chega a querer capitalizar mais de um milhão de votos.
Como sempre nestes atos eleitorais, houve vencedores e perdedores nesta noite eleitoral. Mas numas eleições tão sui generis como estas, houve vencedores que também perderam e perdedores que, afinal, têm motivos (poucos) para celebrar.
Por tudo isto, pode dizer-se que a AD e Luís Montenegro foram os vencedores da noite, por serem os mais votados. Mas também se pode dizer que esta foi uma vitória agridoce, pela escassa diferença que registou para o PS e pelas anunciadas dificuldades que vai ter pela frente.
O Chega e André Ventura também foram claros vencedores nesta noite. Mas será que o “peso” de ter de dar resposta ao descontentamento de mais de um milhão de eleitores não será um “presente envenenado” para um grupo parlamentar altamente inexperiente?
Entre os derrotados, surgem à cabeça o PS e Pedro Nuno Santos. Mas ao contrário do que muitos esperavam (e as sondagens indicavam), a derrota só surgiu junto à meta e a nova liderança do partido tem agora possibilidades de começar um trabalho político (e naturalmente de oposição) que não teve tempo de preparar neste período eleitoral.
Bloco de Esquerda, Iniciativa Liberal e PAN saíram derrotados destas eleições, por não conseguirem aumentar as respetivas bancadas parlamentares, mas – do mal o menos – não perderam deputados.
O grande derrotado acabou por ser mesmo o PCP, reduzido a quatro deputados e sem qualquer representação parlamentar a partir do Alentejo. Será que vão continuar sem perceber que o mundo mudou?

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