Valorizar o que é nosso

Quinta-feira, 28 Março, 2024

Carlos Pinto

JORNALISTA | DIRECTOR DO "CA"

Por estes dias há festa em Castro Verde, com o festival Sabores do Borrego, que serve, sobretudo, para promover um dos produtos mais típicos e genuínos do Campo Branco. Também na Vidigueira se celebra por estes dias o vinho, enquanto na semana anterior tinham sido o porco alentejano em Ourique, o peixe do rio no Pomarão (Mértola), a olaria em Beringel, e o medronho em Sabóia (Odemira).
Até final do ano, serão muitos mais os eventos desta natureza um pouco por toda a região, valorizando produtos como o mel, queijo e pão em Mértola, o vinho em Serpa, ou o medronho e os cogumelos em São Barnabé (Almodôvar).
Grande parte destas iniciativas são promovidas pelas respetivas câmaras municipais (ou juntas de freguesia), com o intuito de valorizar os produtos locais, mas também impulsionar a tradição e dinamizar a economia. Uma estratégia que algumas “vozes” (poucas) criticam, mas que se revela acertada e ajustada, tendo em contas necessidades do território.
Numa região cada vez mais desertificada e despovoada, é pela valorização do local e do genuíno que pode e deve passar a solução para atrair cada vez mais gente, sejam visitantes numa primeira instância, sejam depois como residentes e, eventualmente, como produtores.

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