Uma noite para recordar!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Mário Simões

I. Cavaco Silva ganhou.
Se era expectável a vitória no país, já em relação ao distrito de Beja existiam naturais reservas. Afinal, apesar dos bons resultados alcançados em 1991 e 2006, com vitórias em vários concelhos, a verdade é que nunca tinha almejado ganhar no distrito.
Ou seja, esta vitória, sendo um sinal claro de maturidade democrática (em 36 anos de democracia, nunca o espaço ideológico do PSD tinha tido um resultado tão positivo no distrito), representa também a queda de mais um muro ideológico.
Para mim, mais importante do que a derrota de Alegre, previsível, foi olhar para os números e ver o camarada Francisco Lopes atrás de Cavaco Silva. O proletariado tinha votado no Aníbal! Depois da Câmara de Beja, agora isto. Os deuses devem estar loucos…

<b>II. Vitórias. Para todos os gostos.</b>
O que gosto mais nas noites eleitorais é da análise que cada protagonista faz dos resultados. Ganham todos.
O Sócrates ganhou porque o “Manel” assumiu a derrota, que mesmo assim foi honrada. O Francisco ganhou porque foi o único que falou dos trabalhadores. O Fernando ganhou porque ganhou a cidadania. O Coelho ganhou porque afrontou o “sistema”. O Defensor ganhou por outra razão qualquer. O Paulo ganhou porque apoiou o professor. O Louçã ganhou porque nunca perde. Ganharam os monárquicos porque ganhou a abstenção. Viva Portugal!

<b>III. Responsabilidade.</b>
Na noite eleitoral, destoou a intervenção de Pedro Passos Coelho. Foi o único que não ganhou. Felicitou Cavaco Silva. Recusou boleias. Separou as águas.
O PSD apoiou o candidato. O Presidente é de todos os portugueses.
A posição de Passos Coelho, com muitos recados internos, susteve a euforia. Foi responsável. Curiosamente, ao não querer partilhar a vitória, deu mais um passo para ganhar o país!

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