Ética na Política: Precisa-se!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Jorge Rosa

O conceito de política na sua verdadeira acepção é cativante. Servir as pessoas e praticar o bem público é o desafio dum político. Saber estar e saber agir, cultivar os valores da condição humana. Eu diria que todo o ser humano tem a sua faceta de político, embora possam não a utilizar em todas as situações. E há seres humanos melhores que outros, e na condição política também essas pessoas serão uns melhores, outros piores. Uns usam a política para praticar o bem comum, outros defendem-se com a política para revelarem o seu mau carácter.
Em 14 anos de política já estive na oposição, colaborante, e de há 10 anos para cá executivo, com trabalho feito e à vista, praticante do bem comum. Mas acho que este trabalho que eu e muitos autarcas fazemos nos respectivos concelhos, que é meritório e devia ser reconhecido e elogiado por quem quer o bem para a sua terra, não o é pela maioria das oposições, que revelam o que é mau na política, que é deixar que a influência partidária fale mais alto do que o bem-estar do povo, muitas vezes caluniando, inventando histórias, até com ataques pessoais, cobardes e incógnitos, situação que não devia nunca passar-se, pois a vida pessoal e familiar de cada pessoa nada tem a ver com a sua vida enquanto político, e tem um valor moral elevado demais para ser danificada por pessoas de mau carácter.
Ainda há outro tipo de situações que acontecem na política, e que me desgostam, pois é errado fazerem-se, e denotam novamente falta de ética política. Acontece muitas vezes sermos confrontados com comentários e conversas de pessoas, que ingenuamente, ou talvez não, revelam sigilos ou misturam funções, mas sempre com um determinado fim, que é dizer mal de alguém ou auto-promoverem-se. Acho errado que se faça isso, acho que pelo menos moralmente essa pessoa tem obrigação de diferenciar as situações em que faz política daquelas em que não deveria fazê-lo. Apesar de já ter acontecido comigo, vou comentar uma entrevista de seis páginas do presidente dos Bombeiros Voluntários (BV) de Beja, Sr. Rodeia Machado, na revista “30 Dias”, que envolve o presidente da Câmara de Beja. Este senhor fala, legitimamente, sobre a situação dos BV de Beja, mas vai sempre fazendo comentários políticos contra a Câmara de Beja. Diz que nos Bombeiros de Beja não se faz política, mas contradiz-se na entrevista. E diz não contar com a Câmara, mas afinal admite receber 133.000 euros! E diz não poder executar um novo quartel por falta de apoio da autarquia, imagine-se, em tempos de crise, uma autarquia com uma situação financeira péssima, herdada de anterior gestão, tinha essa obrigação, ainda que não fosse doutra forma o presidente deveria ter capacidade de ultrapassar a situação com “um golpe de asa”!
Apetece perguntar porque não tem o sr. presidente dos Bombeiros de Beja “um golpe de asa” para conseguir a verba para o que quer fazer, sem se “pendurar” ao orçamento da autarquia? Atreve-se ainda a comentar sobre o presidente da Câmara de Beja, dizendo que é uma decepção. Uma pessoa que trabalha para o bem comum há dezenas de anos, que tem provas dadas nas várias funções que desempenhou, destacando-se a sua função enquanto director regional do Ambiente, onde contribuiu para a aprovação de projectos importantíssimos para a região; enquanto presidente da Câmara Municipal de Mértola, onde o seu trabalho foi reconhecido e apreciado pelas populações. A credibilidade do presidente da Câmara de Beja, dr. Jorge Pulido Valente, e o seu valor não desaparecem só porque este senhor assim o quer, só porque ele o afirma. Independentemente das críticas da oposição, o trabalho deste homem e o seu percurso de vida alteraram a história deste Alentejo. É por exemplos como este que, em minha opinião, as pessoas deveriam saber diferenciar entre as diferentes funções que exercem.
Enquanto presidente dos Bombeiros de Beja, o discurso deveria ser mais comedido. E se a relação não é boa não é com esta conversa que ela melhora, mas sim com alguma humildade e diplomacia e compreensão das dificuldades, pois essas, nos tempos que vivemos, todos temos. E enquanto candidato a candidato à Câmara de Beja, bem, nessa posição ainda é cedo para falar, pois antes de atacar o opositor externo tem ainda de vencer os opositores internos, que são vários, e alguns com experiência em gestão autárquica. Tenho dito!

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