Saúde débil

Sexta-feira, 6 Janeiro, 2023

Carlos Pinto

JORNALISTA | DIRECTOR DO "CA"

Há muito que o estado da Saúde no distrito de Beja é muito débil e uma verdadeira “dor de cabeça” para todos nós. Ao longo dos últimos anos fomo-nos habituando às constantes notícias sobre a falta de médicos de família ou de haver cada vez menos médicos especialistas a querer trabalhar no hospital de Beja, onde a renovação de equipamentos também vai acontecendo cada vez mais espaçadamente e não à rapidez desejada.
Apesar dos esforços das sucessivas administrações da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, e mais por condições estruturais do que conjunturais, o quadro é cada vez mais negro. A atestá-lo estão as recentes críticas lançadas à tutela pelos autarcas de Aljustrel e de Mértola, que vieram a público exigir do Estado uma resposta concreta e célere aos problemas que afetam os respetivos concelhos na área da Saúde. Também em Castro Verde, onde além do Centro de Saúde funciona um Serviço de Urgência Básico, a Câmara Municipal tem em discussão pública uma proposta de regulamento para atrair (e fixar) mais médicos de família no município.
Tudo isto são sinais do ponto em que a Saúde no Baixo Alentejo se encontra. Dificuldades que seguramente também são sentidas em outros pontos do país, mas que na nossa região são “amplificadas” devido à interioridade e à demografia, isto é, ao acentuado envelhecimento da população.
Temos noção que a cura para este problema não é, de todo, de fácil alcance. Mas exige-se, mais do que nunca, uma resposta enérgica para, pelo menos, minimizar este quadro na região por parte do Ministério da Saúde e da recém-nomeada direção-executiva do Serviço Nacional de Saúde. Caso contrário, como poderemos tratar da melhor forma os nossos idosos e segurar (e cativar) os jovens que ainda cá “resistem”?

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