Renovação

Quinta-feira, 6 Maio, 2021

José Francisco Encarnação

Presidente da Assembleia de Freguesia da União das Freguesias de Almodôvar e Graça dos Padrões

Estamos a menos de seis meses da Eleições Autárquicas.

Está na hora de se começarem a definir os candidatos das diversas forças políticas e também de grupos de cidadãos que não se revêem nos atuais partidos. Mas deixarei para outro dia uma análise mais detalhada sobre este assunto.

No que concerne aos candidatos dos partidos mais representativos na nossa região, já existem algumas certezas. Os presidentes de câmara que ainda não atingiram o limite de mandatos logicamente se irão recandidatar. No caso da região do Campo Branco António Bota em Almodôvar, António José Brito em Castro Verde, Marcelo Guerreiro em Ourique e Paulo Arsénio em Beja irão ser os naturais candidatos do Partido Socialista. Em Mértola também o PS já anunciou atempadamente o sucessor de Jorge Rosa como candidato, o seu vereador Mário Tomé. Em Aljustrel, apesar de alguns nomes ventilados, ainda se desconhece quem irá substituir Nelson Brito como candidato à presidência da autarquia mineira. Os autarcas de Ourique e Almodôvar irão candidatar-se ao último mandato, os de Beja e de Castro Verde ao segundo, enquanto os de Mértola e Aljustrel serão obrigatoriamente estreantes neste objetivo. Todos os nomes mencionados serão candidatos apoiados pelo PS, a maior força política na região.

Também a oposição já anunciou alguns dos seus candidatos, nomeadamente em Almodôvar com António Sebastião, em Beja com Nuno Palma Ferro, em Aljustrel com Ana Carvalhais de Almeida, Ourique com Gonçalo Valente, todos do PSD ou com o apoio deste partido. Também a CDU já começou a indicar algumas das personalidades que irão ser os cabeça de lista nestes concelhos, sendo em Ourique Joaquim Barbio a aposta, em Beja será Vítor Picado.

No Bloco de Esquerda desconhece-se quem serão.

Esta longa introdução serve também para que possamos verificar a possível renovação, ou não, dos nomes e caras que irão fazer parte do espectro político da nossa região nos próximos quatro anos. Claro que apenas enunciei os candidatos às câmaras, os das juntas/uniões de freguesias a seu tempo se verá.

Mas falemos de renovação. Ou não. Enquanto nuns concelhos, quem está no poder irá querer continuar apostando em nomes com provas dadas no passado recente, noutros obrigatoriamente existirão mudanças. De pessoas, não necessariamente da força política dominante. Acredito que quem irá fazer o seu último mandato, caso consiga a reeleição, reflita nas listas que o acompanham, o futuro substituto. Como aconteceu com Jorge Rosa em Mértola, por exemplo.

E a oposição? Bem… aí a coisa pia mais fino como se costuma dizer. Quem anda na política nunca vai a eleições para perder. Mas todos temos noção das possibilidades. Enquanto uns concorrem para marcar presença, outros acalentam o sonho de lá chegar. Se não em 2021, que seja em 2025. Aí faz todo o sentido uma aposta a médio prazo num candidato pois terá quatro anos para se preparar, para se dar a conhecer, enfim, para fazer o trabalho de casa. Já não se compreende por exemplo a aposta em políticos que já tiveram o seu tempo e que forçosamente querem voltar à ribalta. Mas cada um saberá como governar a sua casa.

Tudo o que atrás foi dito serve igualmente para os candidatos às juntas/uniões de freguesias. A renovação de pessoas, a aposta nos jovens, em novas dinâmicas, é essencial para que as populações não se afastem ainda mais dos atos eleitorais. Estas eleições irão ser as primeiras onde a lei da paridade será obrigatória. Acredito que em muitas juntas de freguesia será difícil os partidos constituírem listas de candidaturas cumprindo essa lei. Ou a aposta será a de incluir jovens competentes nas mesmas, e eles existem, ou então iremos ter listas reprovadas por incumprimento da lei.

A renovação não só é necessária, como também é um sinal de vitalidade e de capacidade de conseguir agregar novas caras e novas vontades para os diversos projetos políticos.

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