Rejeitar o programa de agressão!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Miguel Madeira

dirigente do PCP

O Governo PSD/CDS-PP, tal como antes os governos PS, comprometidos com a “troika” estrangeira (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), está a prosseguir uma política de pilhagem das riquezas nacionais e de submissão às grandes potências estrangeiras, numa ofensiva brutal contra quem se opõe a este rumo de desastre nacional. Também no distrito de Beja e no Alentejo, os trabalhadores e outros sectores sociais estão a ser alvo de um brutal ataque contra os seus direitos laborais e sociais.
Atacam os trabalhadores e o povo português com o roubo de metade do subsídio de Natal; o congelamento de salários e pensões; a intensificação da exploração e a facilitação e embaratecimento dos despedimentos; o aumento generalizado de impostos; a subida dos preços da electricidade e do gás, dos medicamentos e das taxas “moderadoras” de acesso aos cuidados de saúde, e as restrições ao transporte de doentes; as privatizações de empresas e sectores estratégicos; a extinção de serviços públicos fundamentais; os encerramentos e cortes nas funções sociais do Estado na saúde, educação, protecção social, cultura; o ataque descabelado contra o Poder Local democrático.
Para além dessas medidas desastrosas, as populações do distrito de Beja sofrem outras malfeitorias contra as quais é fundamental prosseguir e intensificar a luta – a manutenção e melhoria das ligações ferroviárias ao distrito conheceram novo revés na Assembleia da República com o chumbo de PSD, CDS e PS às iniciativas que as defendiam, designadamente o projecto de resolução apresentado pelo PCP; o aeroporto de Beja continua a não estar, de facto, a ser aproveitado e ao serviço pleno das populações, da região e do seu desenvolvimento; o IP8 é assombrado com dúvidas incertezas sobre a concretização integral (ainda que na sua versão encurtada e com portagens); as afirmações que põem em causa a conclusão de Alqueva no prazo previsto.
São opções políticas que prejudicam a maioria da população para beneficiar os grandes senhores do dinheiro, uma vez que, a par destas medidas, deixam intocáveis os fabulosos lucros dos grandes grupos económicos e financeiros, as grandes fortunas, os ganhos em bolsa e na especulação. E ainda falam de coragem!
Há todas as razões para que os trabalhadores, os reformados e pensionistas, os desempregados, os funcionários públicos, os pequenos e médios comerciantes, industriais e agricultores, os estudantes e os jovens em geral se mobilizem, se unam nas pequenas e nas grandes lutas, na resistência crescente a estas políticas que, gerando mais desemprego, pobreza e miséria, nada resolvem e afundam ainda mais o país no abismo para onde 35 anos de política de direita o arrastaram.
Nesta luta para travar o rumo de desastre nacional, pela defesa da soberania do nosso país, por uma alternativa patriótica e de esquerda é fundamental que todos façam ouvir a sua voz, que não se resignem, que defendam os seus direitos. É fundamental transformar o descontentamento em luta. Luta na empresa, no bairro, na aldeia, na colectividade. Luta que terá expressão maior na manifestação da CGTP do dia 1 de Outubro, em Lisboa, contra o empobrecimento e as injustiças, por emprego, salários, pensões e direitos sociais. Lá estaremos! Afinal, temos todas as razões para lutar!

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