Ovibeja

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Rodeia Machado

técnico de segurança social

No rescaldo da Ovibeja, existe sempre a tentação de fazer um balanço ou a tentativa de fazê-lo, sobre o que foi este ano a grande feira do Sul, uma organização que se quer cada vez mais forte e mais representativa da realidade da região, da sua capacidade de demonstrar a qualidade dos nossos produtos, mas ao mesmo tempo demonstrar as potencialidades quanto ao futuro.
Este ano o certame encurtou a sua duração e passou de nove para cinco dias.
Já tive oportunidade de dizer através de meios de comunicação social que não me parece mal tal disposição, uma vez que, de uma forma geral, as feiras, quer nacionais quer internacionais, têm períodos de funcionamento muito mais curtos do que os nove dias que a Ovibeja tinha.
É verdade que ao passar de nove para cinco dias de feira, concentraram-se muitas das actividades, sobretudo a animação nocturna, e é bom de ver que a juventude, e não só, aderiu de alma e coração ao divertimento nocturno e a um conjunto de actividades que deu vida ao evento.
Vida animada também teve a cidade durante estes dias e pese embora algum incómodo causado aos habitantes da zona da feira, motivado pelo estacionamento tantas vezes abusivo, de uma forma geral toda a gente se sente atraída por uma feira que é já hoje um marco na nossa cidade, no nosso país e, porque não dizê-lo, até no estrangeiro.
Apesar da crise que atravessamos, sempre julguei que a feira seria mais comedida nas suas actividades e a presença de pessoas seria menor, mas afinal, e ainda bem, os números ultrapassaram as melhores estimativas, segundo os responsáveis da organização.
Mas, manifestamente, o que mais me impressionou, e em sentido positivo foi, dentro dos expositores, o pavilhão do azeite.
Excelente organização e uma forma bastante didáctica de mostrar as nossas potencialidades e, ao mesmo tempo, demonstrar as qualidades de um excelente produto alimentar, que faz parte integrante da dieta mediterrânica, quando ao mesmo tempo se demonstra, e bem, a nossa gastronomia dos gaspachos e das açordas, com aquela velha e certa teoria de quase nada se fazer uma iguaria e ainda por cima saudável.
Estão de parabéns, quer a organização como um todo mas estão igualmente de parabéns quem de forma empenhada trabalhou no pavilhão do azeite, para colocar bem viva a nossa capacidade e a qualidade do nosso azeite, que é conhecido e apreciado mundialmente.
Não, não estou a exagerar, o nosso azeite é conhecido e apreciado mundialmente, fruto, naturalmente, da nossa diáspora, ou seja, dos cerca de cinco milhões de portugueses e seus descendentes que se encontram espalhados pelo mundo.
Mas outro dos pavilhões que deixou uma boa impressão foi o institucional, com autarquias e entidades públicas a fazer gáudio de uma boa organização e todos os stand’s com uma excelente qualidade.
Quero eu dizer com tudo o que ficou afirmado que não é preciso fazer mais nada?
Não! Só é necessário e é fundamental que se continue a apostar na melhoria e na qualidade.
Para que isso aconteça é também necessário que haja investimento do Estado numa aposta clara sobre o que se quer e como se quer.
Deixar à organização a proposta, mas apoiar na sua concretização é fundamental.
Apostar na ExpoBeja e na realização da Ovibeja é necessário e importante, e a isso não tem fugido a Câmara Municipal de Beja, que ao longo dos anos tem feito uma aposta certa, quer nas infra-estruturas quer na manutenção da ExpoBeja.
A Ruralbeja, a Vinipax e outros certames têm contribuído para a manutenção deste espaço e, creio, que dos privados também tem havido algum esforço.
Continuar impõe-se.
Ganhar qualidade e capacidade de intervenção é fundamental.

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