Obrigado Dr. Nana!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Sérgio Engana

Presidente da Junta de Freguesia de Salvada

Escrevo estas breves linhas com o conhecimento de que outros o já fizeram pelo mesmo motivo ou razão, ou seja, o falecimento do dr. João Covas Lima, ou simplesmente do dr. Nana. Trata-se desse homem bom que tive o privilégio de conhecer aquando do lançamento do seu livro, Torre de (Ho)Menagem, na freguesia de Salvada, tendo selado a nossa amizade com uma dedicatória que guardo religiosamente e que reproduzo:
“Sérgio,
Conheci-te recentemente.
Apreciei a tua obra como Presidente da Junta e a tua maneira de ser de homem bom e tolerante.
Estou contigo quando sofres com aqueles que sofrem e estou contigo quando lutas para dignificar a vida dos mais humildes e desprotegidos.
Abraço-te com amizade.”
Faço-o a contra gosto, mas como ele próprio mencionou, porque “O nosso povo… é amigo e reconhecido”.
Por outro lado, aproxima-se o ciclo do amor redentor que o Natal constitui, defendo o pressuposto de que o Homem foi criado e se mantém na esfera da sociedade com o alimento vivo do espírito, que permanece, pois para a alma não há morte, ao contrário do corpo que nasceu e morrerá. Como alguém escreveu: “O corpo é como um fato. Vestimo-lo quando nascemos e deitamo-lo fora quando morremos.”.
Por analogia, posso referir que a grandeza do dr. Nana residiu no seu espírito – altruísta, solidário, amigo e fraterno – que estava albergado no seu corpo físico, ou melhor, no seu “fato” que, curiosamente, sempre dispensou.
Desta forma, aqui fica registada a minha singela homenagem ao dr. Nana, ao homem que ergueu uma “Torre de (Ho)Menagem”, e de lá, do seu alto, com olhar atento, exprimiu e transmitiu estados de alma revelando um conhecimento profundo de pessoas, ambientes e realidades, pelo que o seu nome e obra continuará a ser a referência que sempre foi, sem o traço de uma sombra.
Obrigado dr. Nana pelo altruísmo e gestos de solidariedade, que vão rareando nestes tempos em que impera o triunfo do egoísmo e do materialismo desenfreado. São esses exemplos de vida que nos motivam a continuar a lutar pela dignidade da pessoa humana. E na esperança de que é possível viver em espírito, abraço-o com um até logo, até sempre, até ao virar da esquina…

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