O direito de poder ir votar!

Sexta-feira, 7 Janeiro, 2022

Carlos Pinto

JORNALISTA | DIRECTOR DO "CA"

No próximo dia 30 de janeiro os portugueses são “convocados” a ir às urnas e escolher a nova composição da Assembleia da República (e por inerência o futuro governo). É um direito e um dever que assiste a cada um de nós, mas que desta vez pode vir a conhecer um grande entrave: a pandemia da Covid-19.
A pouco mais de três semanas das eleições legislativas de 2022 registam-se em Portugal quase 40 mil novos casos de diários de infeção pelo coronavírus, o que obriga estes cidadãos a ficarem em isolamento, assim como os seus contactos mais diretos. Uma reclusão forçada que, desde esta semana, é “apenas” de sete dias, mas que há medida que nos aproximamos do dia da votação pode impedir milhares de portugueses de exercerem o seu direito democrático.
Perante este cenário, o Governo ainda em funções admite tomar algumas medidas, entre as quais pedir a suspensão do isolamento para que se possa ir votar. Não se sabe se esta opção será colocada em prática ou se haverá outras soluções. Mas uma coisa é certa: algo tem de ser feito (rapidamente) para que todos os que queiram votar o possam fazer.
Deixar que este problema se arraste por mais tempo poderá levar a que a abstenção registe nestas eleições números inauditos. E pode mesmo colocar em risco as bases essenciais de uma democracia que se quer saudável e cada vez mais participada.

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