A opinião pública conheceu esta novela da vida real como “Caso Esmeralda”! Durante semanas todos fomos juízes e ditámos as nossas sentenças! Mesmo aqueles que têm especial obrigação de reserva, não resistiram a públicos dislates!
A frio, importa olhar aos factos, na sua nua e crua objectividade: uma mãe que entrega os filhos a um casal que mal conhece e se desinteressa pela filha; um pai que não acredita na paternidade e afasta-se até que um teste lhe diga o contrário (e mesmo aí é displicente na procura); um casal que mima uma criança, mas que lhe pretende roubar o direito de conviver com os pais biológicos; um Tribunal de Família e Menores apático que deixa protelar até ao intolerável um jogo de egos e vaidades; uma Segurança Social desorganizada, parcial e distante; um Tribunal Constitucional indolente; um Tribunal de Comarca com “complexo de Deus” (se formalmente sequestro pode dogmaticamente ser aceitável, no caso em apreço é um disparate!); um Instituto da Adopção inoperante; professores universitários com sede de protagonismo; advogados que procuram mediatismo; uma imprensa cega e sensacionalista, reuniram-se num só é único processo, que tem a capacidade de mostrar as fragilidades assustadoras da Justiça, que em todo este tempo se preocupou com tudo, menos com o que interessava: o interesse da criança.
O “caso Esmeralda” é obsceno e deve envergonhar-nos a todos! É a prova provada que uma justiça lenta e formalista é injusta; devia ser o suficiente para que todos os operadores judiciários se centrarem no essencial e deixarem de lado o acessório!
A vida é feita de prioridades. O mundo dos Tribunais não pode ficar imune a esta realidade! Se todos os processos são importantes, o Direito Penal e Direito de Família são cruciais para o funcionamento da Sociedade: é a aplicação do Direito no seu esplendor. Quando os Tribunais falham nestes campos, todos devemos ficar apreensivos! Fingir que nada de anormal ou grave se passou, é contribuir activamente para desacreditar a Justiça! E sem Justiça, não há Estado que se possa chamar de Direito!

Alunos de Alvito vencem competição nacional
Quatro alunos de uma turma do 4º ano do Agrupamento de Escolas de Alvito venceram o concurso “A Criar com Scratch! 2026”, na categoria referente







