Não há festa como esta!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Miguel Madeira

dirigente do PCP

A realização da 35ª Festa do Avante! nos próximos dias 2, 3 e 4 de Setembro, na Quinta da Atalaia – Amora – Seixal, constituirá pela sua dimensão, diversidade e impacto, um momento marcante da vida política e cultural do país.
Será uma festa erguida pelo trabalho militante de milhares de homens, mulheres e jovens. Um exemplo ímpar, sem paralelo na vida nacional, da força e da capacidade de realização do PCP e que todos os anos assume uma renovada expressão. Uma festa imprescindível à luta dos trabalhadores e do povo, à valorização da arte e da cultura, à afirmação dos valores da solidariedade e da paz, à defesa da liberdade e da democracia, de um Portugal independente e soberano.
A Festa do Avante! é justamente conhecida e valorizada pelo seu vasto programa, diversificado e transversal, que permite a todos encontrar sempre novos motivos de interesse – das várias expressões das artes do palco (Avanteatro) ao cinema (CineAvante), passando pelo Espaço Ciência e pela Bienal de Artes Plásticas, ao desporto e à Festa do Livro. Não faltando, naturalmente, a muita música, o artesanato e a gastronomia – com destaque para o Espaço Alentejo.
A Festa do Avante! assume este ano um significado excepcional. Decorrerá quando está em curso a mais violenta ofensiva desde os tempos do fascismo contra os direitos dos trabalhadores e do povo e num país que é hoje alvo de um programa ilegítimo de submissão e agressão que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia e o FMI.
A dimensão política da festa, no seu comício, nas dezenas de debates, nas exposições e sobretudo, na participação assumida de milhares de visitantes, constituirá também uma importante resposta ao rumo de desastre nacional que está em curso. Resposta às alterações à legislação laboral, ao roubo nos salários e no subsídio de Natal, ao programa de privatizações em curso, ao assalto aos recursos nacionais por via da especulação financeira e do processo de integração capitalista na União Europeia. E, simultaneamente, a afirmação da exigência de uma ruptura com a política de direita que abra caminho à concretização de uma política patriótica e de esquerda que entre, outros aspectos, assuma a necessidade da valorização dos direitos dos trabalhadores, a renegociação da dívida e a defesa da produção nacional.
A festa expressará o apelo para que se intensifique e alargue a luta de quem trabalha, de todos os democratas e patriotas, da juventude, para fazer frente à política do Governo. Para que todos aqueles que se sentem indignados ou atingidos pelo programa que está em curso façam ouvir a sua voz e que transportem a determinação e a confiança que se vive na nossa festa, para os tempos que se seguirão exigindo um novo rumo para Portugal.
Uma referência ainda para a afirmação do ideal e do projecto comunista, testemunhado nos 90 anos de luta do PCP, como resposta a um mundo marcado por crescentes contradições e injustiças, pela exploração e pela guerra, pela crise capitalista que esmaga e oprime os povos, cumprindo o seu papel de sempre na luta pela liberdade, a democracia e o socialismo.
A todos, e particularmente à juventude que toma a festa como sua, aqui fica desde já o convite para lá nos encontrarmos e compartilharmos a amizade, a fraternidade e a solidariedade que caracterizam esta festa de convicções e de luta.

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