Natal

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Teresa Chaves

presidente da Cáritas de Teja

É Natal! O que ainda significa para a maior parte de nós o Natal?
Quer seja para os cristãos que comemoram o nascimento de Jesus Cristo, quer seja para pessoas de outros credos ou sem ligação a qualquer religião. O que ainda significa o Natal e o que poderá voltar a significar?
O Natal dos últimos anos transformou-se num período de grande stress, onde os membros das famílias andavam numa correria a comprar presentes até ao último momento. Chegado o momento do Encontro familiar, estavam na maior parte dos casos extenuados, tendo gasto mais dinheiro do que o previsto em coisas que muitas vezes eram postas de lado no dia seguinte.
Ou seja, foi-se perdendo o espírito do Natal. O nascimento de Jesus Cristo foi substituído, primeiro pelo Pai Natal e de seguida por personagens criadas nas grandes superfícies comerciais sempre ligados ao consumo excessivo. Até o acolhedor Comércio Local não tem conseguido competir com o tsunami materialista que nos tem assolado nas últimas décadas.
Se em todas as situações podemos encontrar aspectos positivos e negativos, importa saber aproveitar os positivos. Esta fase de crise económico-financeira que teve a sua origem na crise de valores, em que o humanismo foi posto de lado, dá-nos a oportunidade de redescobrir aquilo que verdadeiramente importa. É como ir ao velho baú que está no sótão da nossa avó e tirar de lá a paz, a solidariedade, a reconciliação, o amor fraterno, e trazer tudo isso para a mesa de Natal onde a família está reunida. Um Encontro familiar onde cada membro poderá oferecer algo feito por si aos outros, como seja, um poema, um cântico, umas bolachinhas feitas em casa com as crianças, mas principalmente onde cada um deixe nascer o Menino Jesus dentro do seu coração e dessa forma possa contribuir para que haja um verdadeiro Natal. Um Encontro no qual os membros da família possam redescobrir e valorizar a união, o sentirem-se amparados quando estiverem tristes, terem um ombro de confiança em que possam por vezes descansar, mas também onde possam rir juntos e relembrar histórias antigas que irão reforçar os laços. Um Encontro onde a família, por estar unida, também possa abrir o seu coração e partilhar um pouco do seu tempo com quem se encontra só, esteja atenta ao vizinho que necessite de uma palavra amiga, de um sorriso, ou de algum bem material essencial ou de algum menos essencial mas que possa alegrar um pouco o seu Natal.
Que neste Natal, o nosso coração se abra e acolha o nascimento do Menino Jesus, o Príncipe da Paz de forma a que possamos contribuir para um mundo mais justo onde reine a paz e o Amor!

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