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Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Jorge Serafim

contador de histórias

Há uma ano atrás em crónica que escrevi para o “Correio Alentejo”, abordando a dinâmica ou não do comércio local, por alturas da Ovibeja, escrevi o seguinte: “Contudo ainda hoje passados tantos anos, o marcante evento carece de uma resposta logística adequada por parte da cidade a todos quanto a ela se deslocam com o intuito de visitar a grande montra do Alentejo. A cidade, curiosamente, encerra-se e mais ainda aos fins de semana, não aproveitando da melhor maneira o desenrolar da feira durante o tempo de ocorrência. Quem quiser procurar a cidade, e repito-o, ainda hoje depara-se com muito do comércio local encerrado. À excepção do Luís da Rocha e dos Chineses (chamem-lhes parvos) toda a área pedonal onde se encontram localizados o grosso do comércio de referência da cidade, está para balanço. E logo no primeiro dia, que por sinal calha a um sábado, nada mais propício para fazer uma passeata, ‘é um a ver se te avias’. As Portas de Mértola encerram. A Praça da República estás às moscas e o castelo, no corrente ano, encerrado para obras.
Esta seria a altura ideal para que comerciantes e instituições locais, se unissem para empreender e produzir estratégias que resultassem cada vez mais numa procura objectiva da cidade e no que ela tem de melhor para oferecer. Criando roteiros, tal como os há, destacando monumentos e outros motivos de interesse, porque não, associar a estes um percurso pelo comércio local, que funcionaria e ofereceria simultaneamente uma forma de percorrer e usufruir das nossas ruas, onde estariam destacadas as pastelarias e seus doces conventuais, os restaurantes e sua gastronomia (predominância para a tradicional), bares, cafés-concerto, discotecas e outros variados estabelecimentos que a esta forma de promoção se quiserem associar. Para isso, tal como nas festividades Natalícias é preciso agarrar a oportunidade…”
Um ano depois, como tantos outros depois, a interrogação persiste: mudou ou vai mudando alguma coisa? A verdade é que os restaurantes continuam sem oferecer um menu noutra língua que não a nossa. A verdade é que, no centro da cidade, continuam as portas fechadas para quem o visita. A verdade é que, os comerciantes continuam a não se unir em torno de um projecto comum que transforme o ritmo da cidade para uma opção atractiva.
Já agora, aproveito a oportunidade para informar que a minha livraria café Páginas à Margem, sita na rua do Sembrano na nossa Beja, continua a funcionar em horários alargados, incluso, aos fins-de-semana.

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