Carlos Moedas, candidato para todos

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Mário Simões

Faltam pouco mais de 48 horas para o veredicto do povo português. Esse grande júri irá avaliar, neste importante acontecimento democrático, tudo o que ele significa no futuro da vida das pessoas, nos sonhos e aspirações de uma população inteira a braços com uma descomunal dívida e uma depressão colectiva sem paralelo na história recente.
Quero crer que chegámos ao fim da nossa imaturidade democrática, que nos levou a escolher como representantes certos lementos da classe política que fizeram de nós uma espécie de bonecos de matraquilhos e, noutros casos, figuras decorativas que só interessavam para as estatísticas.
Temos direito a fazer diferente. Temos a obrigação de fazer diferente, cansados que estamos de equívocos e de enganos uns atrás dos outros, afinal em nome de gente com interesses que não têm a ver connosco.
O PSD de Beja está a viver um novo estado de alma, ligando-se às pessoas, com honestidade e seriedade nos propósitos. Custa mais, eu sei. Mas nós valorizamos mais as pessoas que o seu sinal da cruz no boletim de voto. Sem conversa fiada.
Estamos a fazer um enorme esforço nesse sentido. Acompanhamos o ritmo da mudança nacional. Antes que seja tarde para a democracia e para as pessoas. O nosso trabalho passou a ter uma dimensão colectiva, envolvendo todos os que fazem parte de um partido com história e com gente de honra, que deixou testemunhos do seu valor. Mas não queremos que deixem saudades. Preferimos que residam na nossa memória, num lugar muito especial que queremos ter para os grandes momentos da nossa história partidária e as grandes figuras de quem recebemos o bom legado de ser democrata com todas as letras.
É neste contexto que surge Carlos Moedas, com tudo o que a sua presença possa representar como alternativa ao político da velha guarda, aquele a quem a falta de ética na política defende que “os fins justificam os meios”.
Carlos Moedas, na sua “incapacidade” de fazer esta política, está a revelar-nos a faceta humanista e humilde que nos garante um caminho diferente, mais ideológico e menos pragmático, naquilo que esta palavra possa ter de negativo.
A sua história de vida não é indiferente a muita gente, independentemente do seu posicionamento partidário. Ele não está para as lutas sem substância, marcadas pelo ódio e o rancor que minaram a confiança e a esperança dos baixo-alentejanos.
Carlos Moedas não é mais do mesmo. Do seu currículo académico, não restam dúvidas. Saíu de Portugal em 1993 e regressou em 2004, para fazer pela sua terra o que “a minha terra fez por mim”, justifica.
Para os que ainda tenham dúvidas, o futuro irá desfazê-las. O cabeça de lista do PSD não regressou na busca de momentos de glória.
Quando o convidei para cabeça de lista, não o ouvi dizer: “Vou pensar e depois digo-vos alguma coisa”. Respondeu sem hesitações: “Sinto-me honrado com o vosso convite”. E aceitou.
Entre as negociações com a “troika”, sobre o resgate da dívida pública e a preparação da sua candidatura, tivemos oportunidade de aferir, não só da sua capacidade de trabalho, mas sobretudo, da sua convicção de que é importante o contacto pessoal com as pessoas. Foi uma campanha fantástica, alegre, dinâmica, com muita transpiração, a percorrer os 14 concelhos da região, com arruadas, debates, encontros com a população, de que resultaram muitas noites mal dormidas.
Não temos connosco a petulância ou a vaidade de quem se sente acima dos demais.
A campanha eleitoral que hoje termina foi extremamente exigente e feita de muita criatividade, dada a escassez de recursos financeiros (por muito que alguns possam dizer que nós somos o partido dos ricos).
Vamos tentar descansar um pouco até domingo, com a certeza que a mensagem e o perfil do nosso cabeça de lista, o trabalho e o esforço que o PSD de Beja desenvolveu ao longo de meses, possa ser consumado na eleição de Carlos Moedas para deputado pelo círculo de Beja, na Assembleia da República. Até às 19 horas do próximo domingo é o candidato de toda a gente.
Num momento crucial em que tanta coisa está em jogo, figuras como Carlos Moedas e o programa eleitoral do PSD representam um sinal de esperança, porque a sua candidatura acabou por ser transversal à sociedade baixo alentejana. Da esquerda à direita os sinais, as mensagens de apoio, são inequívocas e não têm nada de circunstancial.
Como nos disse um homem de Almodôvar, “o Moedas chegou, viu o estado em que estamos e vai vencer” o desafio que lhe foi lançado: eleger um deputado do PSD por Beja, ao fim de 16 anos de um sofrido jejum, para fazer muito mais que dois deputados socialistas.
Numa outra escala, Carlos Moedas propõe-se fazer o que a Comissão de Luta em Defesa do Intercidades conseguiu. Lembrar ao Terreiro do Paço que o Baixo Alentejo não é terra de ninguém. Que aqui vive gente digna e, sobretudo, que é possível aos baixo-alentejanos esquecer as suas diferenças ideológicas para defender os interesses que são comuns.
E porque o Baixo Alentejo necessita e merece ter voz. Uma voz autorizada e credível, uma voz que seja ouvida e o defenda contra tudo e contra todos, do centralismo de Lisboa à hegemonia claustrofóbica de Évora,
Porque temos direito a ter futuro, porque os baixo-alentejanos acreditam nos seus e, sobretudo, nos que lhes falam verdade, lhes mostram caminhos e indicam metas, é por tudo isso que estou seguro de que, à imagem de uma grande vitória social-democrata no país, teremos no distrito de Beja a acrescida vitória da eleição de Carlos Moedas.

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