Apontamentos

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Paulo Arsénio

eleito pelo PS - AM Beja

<b>1.</b> A Beja Wine Night, realizada no castelo de Beja na noite de 3 de Julho foi um sucesso e superou as expectativas mais optimistas. Este acontecimento promete tornar-se, a par da Ovibeja, na maior referência do concelho em termos de promoção do mesmo. Na noite citada vi centenas de pessoas alegres, descontraídas e bem-dispostas, em amena cavaqueira, a saborearem os vinhos de excelência da nossa região. Arrisco a dizer que foi uma das noites mais marcantes e mais bonitas da cidade de Beja dos últimos anos.
Todos os que lá estiveram querem voltar. Muitos dos que não estiveram vão querer ir. Ambiente de requinte e de qualidade a condizer com os fabulosos vinhos que foram promovidos.
Os comentários genéricos andavam à volta do evento ouvindo-se com frequência frases como “nem parece que estamos em Beja”, “que lindo que está o nosso Castelo!” ou “que pena termos de esperar um ano pela próxima Wine Night.” Uma aposta totalmente ganha em que venceram os vinhos, o património histórico e as pessoas que acreditam em Beja.
Parabéns a todos os participantes com cumprimentos particulares à Câmara de Beja, promotora do evento, bem como aos produtores de vinho e demais patrocinadores presentes;

<b>2.</b> Aljustrel decidiu atribuir o nome do ex-governante Manuel Pinho a um jardim público da vila. Enorme acto de justiça do executivo da Câmara de Aljustrel, liderado por Nélson Brito, para com o governante que mais fez por Aljustrel nos últimos 20 anos, nunca desistindo de uma solução positiva para a mina, dentro das difíceis condições dos mercados internacionais no que toca aos preços do minério. Se hoje estão ligadas centenas de pessoas, directa e indirectamente, aos trabalhos da mina, em muito o devem à persistência, ao empenho e à dedicação que Manuel Pinho sempre teve em relação a Aljustrel e aos aljustrelenses, contra tantos profetas do apocalipse.
Parabéns à Câmara de Aljustrel por, sem receio de críticas, homenagear o esforço de Manuel Pinho desta forma simples mas marcante. É em vida que se devem reconhecer as pessoas e os seus actos.

<b>3. </b>O STAL convocou uma jornada de luta no passado dia 8 de Julho que resultou num enorme fracasso. Em Beja, por exemplo, a jornada reuniu poucas dezenas de pessoas.
Veio o Sindicato depois afirmar que em Beja e em Aljustrel os trabalhadores haviam sido pressionados pelos executivos camarários para não participarem na acção agendada.
Expliquem-me lá como se eu fosse muito ingénuo: Durante os 35 anos de comunismo camarário, nestas duas terras, respirava-se liberdade e os trabalhadores eram livres de decidir se se manifestavam ou não, e agora chegam os malvados dos socialistas e ao fim de escassos nove meses impedem os trabalhadores de lutar na rua?
Em primeiro lugar penso que essa posição pública revela a passagem de um atestado de menoridade a todos os filiados no STAL que não se quiseram manifestar, utilizando-se a vontade individual, abusivamente, como justificação um fracasso que, mais do que sindical, foi um fracasso político. Em segundo lugar era o que faltava ao Partido Socialista receber lições de liberdade e de boas práticas de tolerância de qualquer organização sindical ou política. Alguns deveriam olhar primeiro para a própria casa, ou para a barriga de aluguer que esteve na sua origem, antes de atirarem uma só pedra.
O Partido Socialista pode ter muitos defeitos – e terá certamente –, mas há dois princípios que são marca genética do partido: O PS foi, é e será sempre, o grande partido da liberdade e da tolerância em Portugal.

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