Ao Amigo Manuel Ruas!

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

José Carlos Albino

consultor

“a vida é feita de pequenos nadas“

Ao longo da sua vida foi labutando por “pequenas-grandes” causas. Sempre com forte determinação e empenho para que os sonhos se fizessem realidades, a bem de colectivos em que se ia envolvendo. Quase nada era impossível. Acreditava que “querer é poder”.
Como qualquer humano não era perfeito. Os erros ou desmandos eram causados por excesso de abnegação na conquista das metas que traçava para os seus. As conflitualidades foram emergindo. Mas o saldo sempre balançou positivamente e as suas qualidades iam provocando vitórias para todos que eram “sua gente”.
De Messejana, a sua “menina dos olhos”, percorreu muitos “Alentejos” e terras lusas onde foi sendo reconhecido e admirado. Mas sempre a Messejana voltava. Na sua terra foi “mestre de sete ofícios”. Sempre viveu a bem dos messejanenses. E as suas boas inovações locais foram fazendo escola por vastas terras vizinhas.
Nascido para a vivência associativa por via do “desporto-futebol” e de amante das lides dos touros, foi experimentando muitos cargos públicos, privados e sociais, tendo-se realizado plenamente com a edificação e liderança do Lar de Messejana. Neste quadro, foi um dirigente nacional das instituições de apoio a idosos. Ao seu estilo, sempre revelou grande sensibilidade social para os mais desfavorecidos na roda da vida.
Com as reformas das vidas profissionais e associativas, foi-se mantendo atento e interventivo na sombra, mas com um “amargo na boca”. Na procura de espaço e função foi-se consumindo e agitando, continuando a procurar brechas de acção e intervenção em prol das suas comunidades. A vida da sua vila de Messejana voltou a ser o seu berço de convivência. A gestão dos seus tempos e modos no novo século XXI foi sendo procurada, sem descobertas claras e satisfatórias. Mas a vida sempre rolando.
O Manuel Ruas é uma referência imprescindível na segunda metade do século XX para o Baixo Alentejo. Que o seu testemunho, com espírito crítico e inovador, seja prosseguido e ambicionado é um imperativo para os presentes com futuros dos nossos “Alentejos”.

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