A propósito do congresso do PCP…

Sábado, 21 Novembro, 2020

José Francisco Encarnação

presidente da AF Almodôvar e Graça de Padrões

Mais uma vez não preciso dizer qual a minha ideologia nem o a partido que defendo. Mas para os menos informados aqui vai. Sou socialista, militante n 54119 com as cotas regularizadas.
Sou contra a realização do congresso do PCP tal como fui contra a realização da Festa do Avante. Que fique claro. Pura e simplesmente por uma questão de saúde pública.
Feito este esclarecimento quero levantar aqui algumas questões…
Todos nós assistimos diariamente, repetidamente, muitos políticos da nossa praça a indignarem-se com a realização do tão controvérsio congresso. Uns acenam com a lei que permite a sua realização e que não será constitucional. Lei de 1986, em que o chefe de governo era o Dr. Cavaco Silva… Segundo as minhas contas já passaram 34 anos. Se é inconstitucional, o que andaram a fazer estes anos todos e não a alteraram??
Outros clamam a viva voz, muitas vezes aos berros e de forma desesperada que o governo devia proibir algo que a lei permite.
Infelizmente nunca ouvi esses que agora gritam aos quatro ventos, indignarem- com a realização do congresso do novel partido de extrema direita CHEGA bem com os lautos jantares, pagos a peso de ouro pelos participantes, organizados por esse partido e onde as regras da DGS são pura e simplesmente ignoradas. Também não vi qualquer indignação pelo 13 de maio em Fátima, onde se juntaram mais de 50 mil fiéis (quero ressalvar aqui o bom senso da Igreja Católica na gestão feita e no cancelamento de muitas celebridades religiosas).
Será que a recente coligação feita nos Açores terá algo a ver com isso?
Será que o desespero que as últimas sondagens transmitiram, pois mesmo com toda a direita junta não conseguem ultrapassar o conjunto dos partidos de esquerda, os deixa de tal forma inquietos que os leva a recorrer a todas as armas, mesmo que seja necessário fazer jogo sujo?
A coerência é apanágio de políticos sérios.
Infelizmente não é o que temos assistido aos líderes dos partidos da direita. A sede de poder transforma homens sérios em troca tintas e troca tintas em facínoras.
O povo português na altura devida saberá retirar as suas ilações.

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