A crise

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Ângelo Nobre

Adivinham-se momentos críticos, de alguma instabilidade ou muita instabilidade no nosso pequeno e humilde país. P’ralguns ou p’ra todos? Instabilidade social, cultural e económica, são verdadeiramente as que mais preocupam. O respeito pelos direitos de homens e mulheres? Das gerações futuras? Dos povos? Da igualdade entre todos, novos e menos novos? E cooperação com todos para a emancipação? E o progresso das regiões? Todo isto está devidamente contemplado nos princípios fundamentais da Constituição da República Portuguesa, mas na prática, venha quem vier, o que menos importa somos todos nós.
Avizinha-se que no princípio do próximo ano, o povo, as gentes, as regiões, sejam chamadas às urnas, para exercerem o seu direito de voto, na escolha de alguém que represente a nossa nação. E aqui onde fica a crise? A instabilidade? Pois é, esquecemo-nos desses dois pequenos, mas na prática grandes termos. Escassez, perigo, carência que aliada a insegurança, inconstância e volubilidade, põe em causa um conceito muito importante que nunca poderá ser esquecido, a dignidade.
Calcula-se que em meados de Junho a Setembro de 2011, uma crise imergirá, ou melhor, mais uma crise de regalias: imunidade e inviolabilidade; livre-trânsito e direito de passaporte especial nas deslocações oficiais ao estrangeiro e por consequências algumas milhas a mais para eventuais deslocações de lazer de familiares e amigos; cartão especial de identificação; subsídios que a lei prescreva; carros de luxo; secretários (as) e adjuntos (as); isenção nas auto-estradas e nas ditas novas SCUT; gabinete próprio e individualizado; assistente individual; caixa de correio electrónico dedicado; utilização gratuita aos serviços postais e sistemas de comunicação; indemnização por danos; direito de uso e porte de arma; regime de previdência; assistência médica garantida; ajudas de custo; e ainda seguro que cubra os riscos de deslocação.
Acertam-se favores, e vamos para a rua. Em todas as rotundas e cruzamentos milhares e milhares de euros para os lindos olhos dos portugueses e daqueles que admiram. E depois vamos comprar o pão, em vez de cinco passa para 23.
Conjecturam-se algumas coisas, nomeadamente, eu aprovo, tu aprovas e eles aprovam. Ou ainda a segunda hipótese! Eu não aprovo, tu não aprovas e eles não aprovam. Mas no final das contas, palmas, abraços, beijos e alguns almoços. E faltam os jantares. E já agora os sorrisos e as lágrimas.
Mas no fim, está tudo “porreiro, pá”!!!

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