CM Odemira lança manifesto sobre Covid-19

CM Odemira lança

A Câmara de Odemira exige que os 19 emigrantes residentes no concelho que, no final de Março, entraram em quarentena por terem estado em contacto com uma pessoa com Covid-19, sejam testados ao coronavírus findo esse período, por forma a tranquilizar a população. A exigência surge no manifesto subscrito por todos os eleitos da Câmara de Odemira na passada sexta-feira, 3, durante reunião do executivo municipal.
No documento, os eleitos da autarquia odemirense sublinham que estes são “tempos sem paralelo, condicionando a vida da maioria de nós, exigindo responsabilidade a todos e de forma acrescida aos que exercem cargos ou funções públicas”.
O manifesto vinca ainda que a maioria dos odemirenses tem acatado os apelos de disciplina e respeito pelas imposições decorrentes do estado de emergência lançados pelos Presidente da República e pelo primeiro-ministro. “Estas mensagens, porém, parece não serem entendíveis para todos os que residem e/ou trabalham no concelho de Odemira, entendendo nós que, no papel que a cada um incumbe, devemos agir preventivamente e denunciar situações de abuso e/ou desrespeito pelas regras da nação, com o rigor de sempre”, constata o manifesto.
Desta forma, continua o documento, os eleitos da Câmara de Odemira entendem ser “urgente que, neste período, para além da tradução das mensagens das autoridades em linguagem gestual que se generalizou e bem, se justifica a sua tradução simultânea para inglês e até em dezenas de outras línguas de cidadãos que estão no país actualmente e que denotam nos seus comportamentos diários ter dificuldades no entendimento das mensagens e regras impostas pelo estado de emergência em vigor”.
Aliás, lembra o manifesto da Câmara de Odemira, no concelho, sobretudo nas freguesias de São Salvador/ Santa Maria, Boavista dos Pinheiro, São Teotónio, Longueira/ Almogave e Vila Nova de Milfontes, há cidadãos que “se deslocam diariamente em carrinhas e veículos automóveis com a lotação esgotada, sem qualquer protecção, permanecem em grupo na via pública sem salvaguardar distâncias de segurança e continuam a chegar dezenas de migrantes a Odemira vindos sabe-se lá de onde, colocando em risco a sua saúde e a de todos nós, elevando o risco de deitarmos a perder tudo o que muitos, e são a maioria, por cá têm vindo a conseguir, ou seja, evitar a contaminação e propagação do Covid-19”.
O documento da autarquia manifesta igualmente a preocupação do executivo com a falta de capacidade das forças de segurança locais para vigiar os 19 cidadãos migrantes que se encontram em quarentena profiláctica em São Teotónio (17) e Cavaleiro (dois), daí a exigência de que, findo este período, todos sejam testados ao coronavírus.
“É tempo de sacrifício económico e social para todos e não apenas para alguns. Este é ‘o maior desafio da vida de todos nós’ e vamos vencê-lo, mas para isso todos (sem excepção) estamos obrigados a cumprir a nossa parte. Exigimos a todos os responsáveis públicos, assim como aos nossos concidadãos, o cumprimento integral das regras do estado de emergência em vigor”, conclui o manifesto.

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Correio Alentejo

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