CIMBAL e PS contestam mudanças na concessão rodoviária do Baixo Alentejo

CIMBAL e PS contestam mudanças na concessão rodoviária do Baixo Alentejo

O acordo entre a Estradas de Portugal e a Estradas da Planície relativamente à subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo, que prevê uma poupança para o Estado de 338 milhões de euros e a suspensão dos trabalhos de construção dos lanços da A26/ IP8 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja, continua a merecer fortes críticas por parte dos agentes económicos e políticos regionais.
Depois dos autarcas de Beja e de Ferreira do Alentejo e do presidente do NERBE, agora é o presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) a acusar o Governo de ter cometido "um autêntico crime de lesa-região" ao suspender lanços da A26, "prejudicando" a economia e as perspectivas de desenvolvimento regional.
"Os novos cortes impostos pelo Governo na construção" de lanços da A26 "são inaceitáveis e constituem um atentado contra os interesses do Baixo Alentejo – um autêntico crime de lesa-região -, ameaçando outros projectos em curso ou previstos e prejudicando gravemente a economia e as perspectivas de desenvolvimento regional", afirma José Maria Pós-de-Mina.
Segundo o também presidente da Câmara de Moura, as alterações nas obras de construção da A26 e de requalificação do IP2, incluídas na subconcessão Baixo Alentejo, significarão, "desde logo, o desperdício do investimento público já realizado".
Já a Federação do Baixo Alentejo do PS veio a público manifestar a sua "total discordância" com a alteração do projecto rodoviário do Baixo Alentejo.
"A alteração deste projecto encerra em si, uma vez mais, um ataque do governo PSD-CDS ao Baixo Alentejo e às suas estruturas de desenvolvimento económico e social, indicando a total insensibilidade e desinteresse do Governo nos projectos de desenvolvimento regional, com impactos a nível nacional, em particular a viabilização do aeroporto de Beja e de iniciativas empresariais agrícolas com valor significativo de exportação", vincam os socialistas em comunicado.
Defendendo que "a viabilização do projecto rodoviário do Baixo Alentejo deve ser garantida através da execução integral do projecto definido", os socialistas do Baixo Alentejo frisam ser importante questionar publicamente o actual secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro e deputado eleito pelo círculo de Beja, Carlos Moedas, "sobre a sua opinião relativamente a estas e outras alterações de projectos estruturantes, em total contradição com os seus compromissos de empenho na defesa dos mesmos e do futuro da região".
Recorde-se que a Estradas de Portugal anunciou na terça-feira, 18, ter chegado a acordo com a Estradas da Planície, que prevê uma poupança para o Estado de 338 milhões de euros na subconcessão Baixo Alentejo.
A redução traduz-se, entre outras medidas, na retirada da subconcessão e suspensão dos trabalhos de construção dos lanços da A26 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja.

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Correio Alentejo

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