A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo e o NERBE aplaudem a aprovação da isenção de portagens na A2 para residentes e empresas da região, mas reconhecem que é “fundamental” construir uma autoestrada até Beja.
O Parlamento aprovou, na quarta-feira, 26, uma proposta do PS para isentar de portagens em dois troços da A2 e da A6, no Alentejo. A isenção só abrange as pessoas com residência e as empresas com sede em determinadas “áreas de influência” das duas autoestradas, sendo que, no caso da A2, que atravessa o distrito de Beja, a medida terá efeito entre os nós A2/A6/A13 e o de Almodôvar.
Em declarações ao “CA”, António José Brito, presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), diz tratar-se de uma medida “positiva para as pessoas e para as empresas locais”.
Ainda assim, o também autarca de Castro Verde frisa que, “isoladamente, a medida pode não surtir o efeito desejado para a economia da região”.
O Baixo Alentejo “precisa de mais enquanto território de baixa densidade, onde tem de haver mais investimento público em infraestruturas fundamentais”, defende.
Por isso, “a integração de Beja na rede de autoestradas ou a eletrificação urgente da ferrovia são os exemplos flagrantes do que estou a sublinhar”, reforça.
Na opinião de António José Brito, “o avanço nestas infraestruturas será decisivo para a afirmação, de uma vez por todas, do Aeroporto de Beja”.
A mesma opinião tem o presidente do NERBE/AEBAL – Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, David Simão, que admite que o que “efetivamente teria mais impacto” na economia local seria “a construção da autoestrada de acesso a Beja”.
“Seria mesmo importante levarmos a cabo a construção dos 40 km que faltam de autoestrada [até Beja], para que, realmente, possamos ter as mesmas condições que outros pontos do país têm”, diz.
Ainda assim, David Simão concorda que a isenção de portagens para residentes e empresas é uma medida “positiva” e “essencial” para a região.
“Congratulamo-nos com essa medida e pensamos que esta poderá ter um efeito positivo junto da atividade comercial por parte das empresas, na diminuição dos custos dos seus produtos e na melhoria do acesso à utilização destas vias”, afirma.
O dirigente lembra que no distrito de Beja “existem empresas que no transporte das suas mercadorias, para conseguirem diminuir custos, acabam por utilizar vias secundárias”. Por isso, conclui, a isenção de portagens “é uma medida positiva e uma medida essencial”.









