Centro histórico de Viana do Alentejo requalificado

Centro histórico de Viana

O centro histórico de Viana do Alentejo vai ser alvo, a partir desta semana, de obras de requalificação, num projecto da Câmara Municipal local que prevê 1,2 milhões de euros de investimento, com apoio de fundos comunitários.
“É um projecto de intervenção que tem duas fases, sendo agora realizada a primeira, que engloba as ruas principais do centro histórico”, explicou à Agência Lusa o presidente Bernardino Bengalinha Pinto.
O projecto, cujo estaleiro de obras começou hoje a ser montado, arranca esta semana no terreno, devendo as obras desta primeira fase, orçada em 1,2 milhões de euros, estar prontas dentro de aproximadamente 10 meses.
A empreitada foi candidatada ao Programa Operacional Regional InAlentejo, que a aprovou já este mês, possibilitando que a intervenção seja co-financiada a 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Segundo o autarca, os trabalhos incluem a substituição do actual pavimento betuminoso existente nas ruas alvo da intervenção por calçada à portuguesa.
“A grande maioria dos pavimentos daquela zona é um betuminoso que está permanentemente a degradar-se e tem pedras soltas. Pretendemos alterar isso e colocar calçada”, justificou.
Na mesma área do núcleo antigo, continuou, vão ainda ser substituídas as redes de água e de esgotos, sendo também enterradas as infra-estruturas eléctricas e de telecomunicações.
“Como complemento, vamos igualmente proceder ao acréscimo e substituição da iluminação pública”, acrescentou o autarca.
Durante o período da empreitada, alertou a Câmara Municipal, vão existir constrangimentos inevitáveis.
“Os incómodos são aqueles que qualquer um de nós tem quando tem obras em casa. É o pó, barulho, buracos abertos, alterações temporárias do trânsito e interrupções, de curta duração, do abastecimento de água”, realçou.
Bernardino Bengalinha Pinto disse que a Câmara Municipal vai procurar “minorar estes incómodos”, mas, ao mesmo tempo, considerou necessária compreensão por parte dos munícipes.
“Não há outra forma de se melhorarem as coisas. É claro que, mais tarde, espera-se ter o retorno positivo de tudo isto, com melhores acessibilidades e mais pessoas a visitarem a zona histórica da vila, que vai ficar mais bonita”, afiançou.
O Município pretende, futuramente, vir a desenvolver e a candidatar a apoios comunitários a segunda fase do projecto, com idênticas intervenções no conjunto de artérias do centro histórico que, agora, não vai ser requalificado.

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Correio Alentejo

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