CDU reconquista Évora e Grândola

CDU reconquista

Doze anos depois, a CDU voltou a ter maioria nas câmaras municipais de Évora e Grândola nas eleições autárquicas deste domingo, 29 de Setembro.
No caso do distrito de Évora, este voltou a ficar “pintado” de vermelho, com a CDU a conquistar maior número de câmaras (seis), destronando o PS, que ficou reduzido a cinco, enquanto as outras três ficaram entregues a independentes.
A vitória com maior simbolismo por parte dos comunistas aconteceu em Évora, município reconquistado ao PS e com maioria absoluta, mas a CDU “roubou” também Vila Viçosa (ao PS) e Alandroal (a independentes).
Apesar de conquistar estas autarquias e de manter a liderança em Montemor-o-Novo, Arraiolos e Mora, a coligação liderada pelos comunistas perdeu para o PS o município de Vendas Novas, dirigido até agora por José Figueira.
O PS, por seu turno, que “comandava” sete autarquias desde as eleições autárquicas de 2009, reduziu agora a sua gestão a um total de cinco, ao perder três câmaras, com maior destaque para a sede de distrito, mas “roubando” Vendas Novas aos comunistas.
A juntar a esta nova conquista, Portel, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo e Mourão permanecem “pintadas” de “rosa”.
Este distrito alentejano, tal como em 2009, fica com três câmaras municipais com “sigla” de movimentos independentes, embora com uma ligeira mudança nos concelhos protagonistas.
Dois dos municípios são os mesmos, Estremoz e Redondo, mas Borba “somou-se” à lista (deixou de ser PS) e substituiu Alandroal (deixou de ser liderada por um movimento independente e passou para as “mãos” da CDU).
No Litoral Alentejano, a Câmara de Grândola, gerida pelo PS desde 2001, foi igualmente reconquistada pela CDU, com António Figueira Mendes como cabeça-de-lista, embora com maioria relativa, elegendo três dos sete membros do executivo.
“Não é uma vitória da CDU, é dos grandolenses”, afirmou à Agência Lusa o candidato comunista, manifestando-se “orgulhoso” pela vitória.
António Figueira Mendes, que já liderou o Município de Grândola entre 1976 e 1989, assumiu-se “consciente” das “grandes dificuldades” que a sua equipa irá enfrentar, devido à situação financeira da autarquia.
As prioridades da lista vencedora serão a “análise das contas” da câmara, dar resposta à situação “social preocupante” e reparar as estradas e arruamentos “degradados”.
Contactado pela Lusa, Ricardo Campaniço, o candidato socialista vencido, felicitou o seu oponente e a população de Grândola, assumindo a “derrota” do PS.
“Os grandolenses decidiram mudar. Temos de aceitar a democracia”, afirmou o ainda vice-presidente do Município.
O PS elegeu dois vereadores e os dois movimentos independentes, "Grândola Melhor" e "Movimento Independente Por Grândola", elegeram um vereador cada um.

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Correio Alentejo

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