CDU admite voltar a chumbar o orçamento para 2012 da Câmara de Beja

CDU admite voltar a chumbar o orçamento para 2012 da Câmara de Beja

A bancada da CDU na Assembleia Municipal de Beja, liderada pelos comunistas, admitiu esta segunda-feira, 23, voltar a chumbar o orçamento da Câmara Municipal, de maioria PS, para este ano se a verba para as juntas de freguesia não for igual à de 2011.
"Em princípio, admitimos" voltar a chumbar o orçamento caso a verba para as juntas de freguesia do concelho não for a mesma de 2011, disse o líder da bancada da CDU, Rodeia Machado, durante a conferência de imprensa da CDU sobre a proposta da Câmara de Beja de alteração da primeira versão do orçamento, que foi chumbada pela Assembleia Municipal, com os votos contra da maioria CDU e do Bloco de Esquerda, a abstenção do PSD e os votos a favor do PS.
Na semana passada, o executivo socialista reuniu com representantes dos partidos da Assembleia Municipal, aos quais apresentou uma proposta verbal de alteração do orçamento chumbado, nomeadamente ao nível da verba para as juntas de freguesia, uma das razões que levaram a CDU a votar contra a primeira versão do documento.
Segundo Rodeia Machado, na reunião, o presidente da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente, terá dito que, na nova proposta de orçamento, a verba para as juntas de freguesia seria "a mesma do ano passado", ou seja, 1.525 mil euros, mas com a "nuance" que seria distribuída pelas juntas com base nos dados do Censos 2011.
No entanto, na proposta por escrito, entretanto enviada aos representantes dos partidos e "contradizendo por completo" aquela que terá sido a "proposta verbal", a verba para as juntas de freguesia é de 1.424.808 euros.
Jorge Pulido Valente "falou uma coisa e depois fez outra", acusou Rodeia Machado, referindo que "não faz muito sentido" a CDU modificar o voto se a situação em relação à verba para as juntas se mantiver.
Em declarações à Agência Lusa, Pulido Valente explicou que, na reunião, não disse que a verba para as juntas de freguesia seria igual à de 2011, mas sim que o executivo não iria fazer um corte de cinco por cento nas transferências.
Segundo o proposto pelo executivo socialista, a verba para cada junta vai depender do valor protocolado por habitante e do número de habitantes por freguesia e segundo o Censos 2011, argumenta o autarca, referindo que, na reunião, não referiu o valor global das verbas a transferir para as juntas.

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Correio Alentejo

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