CDS admite coligações com PSD no distrito

CDS admite coligações

Coligações sim, desde que estas sejam benéficas para ambas as partes e para os respectivos concelhos: é desta forma que o líder distrital do CDS-PP encara a possibilidade do partido ir a votos coligado com o PSD em todos os municípios da região nas eleições autárquicas de 2017.
As estruturas nacionais do CDS-PP e do PSD assinaram na passada semana um acordo visando a constituição de coligações nas autárquicas de 2017, mas no caso concreto do distrito de Beja Luís Dargent refere que tudo está em aberto.
“Ainda estamos a ouvir as forças de cada concelho, para depois decidirmos o que fazer”, adianta ao “CA”, admitindo que gostaria de ter o processo concluído – com ou sem coligações – até ao final do primeiro trimestre do próximo ano.
Em 2013, CDS e PSD só não surgiram coligados em Almodôvar e Serpa. Um quadro que Luís Dargent admite poder sofrer alterações em 2017, não rejeitando a possibilidade de haver coligações nos 14 concelhos do distrito. Até porque, lembra, a direita precisa de estar atenta a eventuais acordos regionais entre os partidos de esquerda que suportam a “geringonça” no Governo (PS, PCP e Bloco de Esquerda). “Acho que devemos também fazer uma leitura dessas movimentações e agir em conformidade”, diz.
Como sempre, em 2017 a câmara mais disputada será a de Beja, capital de distrito. Uma autarquia onde Dargent considera ser benéfico CDS e PSD irem a votos coligados. Mas apenas “se forem encontradas as pessoas certas que permitam apresentar uma solução que os eleitores vejam como capaz de dar à região a força e a iniciativa que tanta falta fazem”, argumenta.
E quem será um bom candidato da direita em Beja? Luís Dargent, por exemplo? “Já fui uma vez candidato em Beja e acho que existem outras soluções, se calhar até mais consensuais”, responde o líder do CDS-PP, que defende candidaturas lideradas por gente “mais jovem” e que deem um “grande destaque a independentes”.
A um ano das eleições, Luís Dargent diz ainda acreditar em “muitas mudanças” no actual quadro autárquico do distrito de Beja.
“Assim se saibam escolher as pessoas certas no local certo para este tempo que vivemos”, remata.

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Correio Alentejo

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