Castro Verde investe 1,8 milhões na nova Zona de Atividades Económicas

A nova Zona de Atividades Económicas (ZAE) de Castro Verde poderá ser uma realidade na Primavera de 2022, tendo a Câmara Municipal recebido já “mais de 20 manifestações de interesse de empresas que querem instalar-se” na futura infraestrutura.

As obras de construção da nova ZAE de Castro Verde, que será instalada na saída da vila para Aljustrel, num terreno junto às hortas comunitárias, devem arrancar no início do mês de Abril, num investimento superior a 1,8 milhões de euros, comparticipado em 85% por fundos comunitários.

Segundo adianta ao “CA” o presidente da autarquia, António José Brito, o arranque das obras da ZAE “é um momento muito importante” para Castro Verde, considerando mesmo que este equipamento “já devia existir há pelo menos 20 anos” no concelho.

“Em todo o Alentejo, Castro Verde é o único concelho sem ZAE quando, para mais, tem a maior empresa da região, que poderia ter potenciado muitos investimentos para diversificar o tecido económico. Aqueles que têm a responsabilidade desse vazio durante tantos anos saberão assumi-la”, vinca o autarca socialista.

António José Brito revela que o seu executivo tem vindo a trabalhar neste investimento desde 2018, assegurando desde então o seu “financiamento” e acordando “os acessos rodoviários com a Infraestruturas de Portugal, num processo muito exigente”, além de fazer a “revisão do projeto”, lançar e adjudicar a obra.

“Foi um caminho exigente, trabalhoso e que vai prosseguir com a regulamentação e o plano de marketing para atrair investidores”, garante.

“Em todo o Alentejo, Castro Verde é o único concelho sem ZAE quando, para mais, tem a maior empresa da região, que poderia ter potenciado muitos investimentos para diversificar o tecido económico. Aqueles que têm a responsabilidade desse vazio durante tantos anos saberão assumi-la.”

António José Brito | presidente da Câmara de Castro Verde

A futura ZAE de Castro Verde terá uma área total de implantação de 53.733 m2 e prevê a criação de 39 lotes para acolher empresas.

Na opinião de António José Brito, este é um investimento “fundamental” para Castro Verde “diversificar a natureza” da economia local, “que está muito dependente de uma atividade finita como a mina”.

“Por outro lado, como se sabe, essa atividade potencia muito a chegada de variados investimentos e, como é óbvio, Castro Verde vai querer recebê-los de ‘braços abertos’. Posso revelar que temos mais de 20 manifestações de interesse de empresas que querem instalar-se. Mas a abertura da ZAE, temos a certeza, vai acentuar-se muito essa procura”, diz.

O presidente da Câmara de Castro Verde acrescenta que, nesse sentido, a nova ZAE deve ser “capaz de potenciar tudo o que está associado à atividade mineira”, mas, “ao mesmo tempo”, ser “a ferramenta” que “vai permitir acentuar a diversificação da base económica e a criação de emprego para contrariar essa dependência total”.

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Correio Alentejo

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