Câmara de Aljustrel reduziu 25% da dívida

Câmara de Aljustrel

A Câmara de Aljustrel reduziu o seu endividamento em cerca de 25%, passando de 10,8 milhões de euros em 2009 para cerca de 8,3 milhões de euros no final de 2015.
Trata-se de uma diminuição da dívida “muito relevante”, nota fonte municipal, lembrando que se a este valor se juntar os 397 mil euros correspondentes ao FAM – Fundo de Apoio Municipal, “compromisso que o Estado obrigou as autarquias a contrair no âmbito de um programa de resgate a outros municípios em má situação financeira”, a dívida da Câmara de Aljustrel seria de 7,9 milhões de euros.
“Considerando o contexto muito desfavorável em que as autarquias operaram nos últimos anos, este desempenho ao nível da redução da dívida é muito positivo”, acrescenta a mesma fonte.
De acordo com a autarquia, também ao nível dos pagamentos em atraso a performance do Município melhorou, já que a 31 de Março de 2012 a Câmara registava 2,4 milhões de euros de dívidas vencidas há mais de 90 dias e a 31 de Dezembro de 2015 esse valor era de apenas 165 mil euros.
“Este é um resultado muito positivo, porque espelha no dia-a-dia a sustentabilidade alcançada, que se reflecte na capacidade de pagar os compromissos em tempo útil, o que é benéfico para a autarquia e para todas as pessoas e entidades que com ela se relacionam”, vinca a Câmara de Aljustrel em comunicado.
Relativamente ao último quadro de financiamento comunitário, o QREN, a Câmara de Aljustrel assinala estar “satisfeita”, visto ter executado mais de 10 milhões de euros em projectos referentes ao programa.
Quanto ao actual quadro comunitário, o Portugal 2020, que principiou formalmente em Janeiro de 2013, ou seja, há mais de dois anos, a autarquia afirma estar “muito expectante”, apesar de, “à semelhança da maioria das autarquias”, não ter ainda recebido verbas referente a estes fundos comunitários.
“Esta situação é, da perspectiva do Município de Aljustrel, completamente incompreensível porque os governos, particularmente o anterior, sabem que os municípios estão dependentes destas verbas para desenvolver as suas intervenções, sejam elas materiais, na forma de arruamentos, estradas e outras infra-estruturas; sejam iniciativas de natureza imaterial, no apoio aos mais desfavorecidos, na educação, na saúde, na cultura e outras”, nota a edilidade.

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Correio Alentejo

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