Os Bombeiros Voluntários de Alvito atravessam dificuldades financeiras e, devido à diminuição de serviços, já tiveram que contrair um empréstimo para pagar dívidas e admitem dispensar pessoal, o que poderá pôr "em causa" o socorro à população.
"Estamos com dificuldades financeiras", devido ao "problema grave da redução de serviços", sobretudo de transporte de doentes, disse à Agência Lusa o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alvito, António Valério.
Em 2011, os bombeiros de Alvito registaram "uma redução de 22,6% nos serviços prestados, o que tem tido consequências inevitáveis na disponibilidade financeira e de tesouraria" da associação, explicou.
Por outro lado, a verba que a associação recebe da Câmara de Alvito, que era "muito significativa", foi reduzida em 30 mil euros, disse, explicando que a autarquia foi "obrigada" a diminuir a ajuda, devido ao corte nas transferências do Orçamento do Estado para o Município.
No âmbito de medidas para reduzir as despesas e aumentar as receitas, a associação "poderá ser obrigada a dispensar trabalhadores que fazem falta", nomeadamente três contratados a prazo e cujos contratos terminam no próximo mês de Março e provavelmente não serão renovados.
"Se não houver melhorias na situação financeira, teremos mesmo que reduzir o pessoal para conseguirmos equilibrar as receitas e as despesas. Não há outra solução", disse, alertando que a medida, a concretizar-se, poderá provocar "outros problemas", nomeadamente ao nível do socorro às populações, que "poderá ser posto em causa".
Segundo o responsável, "a garantia de 100 por cento de cobertura da segurança da comunidade" do concelho de Alvito "poderá ser posta em causa com a medida de redução do pessoal".
No entanto, frisou, a direcção da associação e o comando dos bombeiros de Alvito "estão a pensar em reactivar o voluntariado, como uma das hipóteses para solucionar o problema".
Devido à situação financeira, a associação também foi "obrigada" a contrair, no passado mês de Dezembro, um empréstimo de 30 mil euros junto da banca, para poder "regularizar as dívidas" que tinha, afirmou.








