Bloco de Esquerda quer que Governo evite fecho da Kemet

Bloco de Esquerda quer que

O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre como pretende intervir para garantir que a multinacional norte-americana Kemet Electronics não proceda à deslocalização de parte da produção e ao despedimento de trabalhadores na fábrica de Évora.
Numa pergunta dirigida ao Ministério da Economia e do Emprego, as deputadas bloquistas Ana Drago e Mariana Aiveca perguntam ao executivo de Passos Coelho se tem "conhecimento da situação" na fábrica de Évora da Kemet Electronics.
"Considera ser necessário e urgente intervir no sentido de garantir estes postos de trabalho, numa região já penalizada pelos efeitos negativos da interioridade em contexto de crise", perguntam no documento, já entregue na Assembleia da República.
A administração da fábrica de Évora informou os sindicatos, no final de Novembro, sobre a sua intenção de avançar com o despedimento colectivo de cerca de metade dos trabalhadores, num total de 154, e deslocalizar parte da produção para o México.
Os bloquistas alertam para "o efeito devastador" do despedimento e "do possível encerramento" da fábrica, realçando que o distrito de Évora "sofre duplamente os efeitos da crise pela sua condição de interioridade e que já se debate com elevadas taxas de desemprego".
"Durante quase uma década, esta empresa tem representado uma mais-valia para a região, sobretudo porque se trata de uma indústria de tecnologia de ponta que emprega fundamentalmente mão-de-obra jovem e qualificada", destacam.
Ana Drago e Mariana Aiveca referem que, desde a sua criação, a fábrica "beneficiou sempre de apoios e incentivos públicos" para a criação de emprego e formação de trabalhadores, adiantando que foi aprovado em 2009 um financiamento público de quase dois milhões de euros.
"Apesar dos apoios públicos recebidos ao longo de anos, a Kemet tem vindo a diminuir sistematicamente o número de trabalhadores. Em 2007, esta empresa empregava 650 trabalhadores, mais 334 do que os que existem hoje, e agora pretende reduzir para 162", lamentam as deputadas do BE.
A unidade fabril da cidade alentejana produz condensadores de tântalo para telemóveis e para a indústria automóvel.

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Correio Alentejo

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