Baixo-alentejanos exigiram reinício das obras do IP2 e IP8

Baixo-alentejanos exigiram

Foram mais de 300 as viaturas que participaram esta sexta-feira, 30, na acção de protesto contra o estado em que se encontram o IP2, o IP8 e diversas estradas regionais.
A iniciativa, organizada pela CIMBAL, NERBE, Turismo do Alentejo e Associação Comercial, terminou em Beja, numa concentração no Parque da Cidade, onde foi aprovada por unanimidade pelos presentes a “Declaração de Beja”.
No documento, é relembrado que estas vias rodoviárias “são fulcrais para o desenvolvimento da região”, sublinhando que o seu actual estado de degradação constitui “uma real ameaça à segurança rodoviária”.
“Queremos uma política de respeito pelo interior, que valorize as imensas potencialidades da região, criando emprego e desenvolvimento, que dê confiança e abra oportunidades para quem, como nós, aqui quer investir e viver”, reforça a moção.
Antes da aprovação da “Declaração de Beja”, houve espaço e tempo para alguns discursos.
O presidente da CIMBAL e da Câmara de Beja, João Rocha, foi o primeiro a intervir e ladeado por diversos autarcas da região e representantes das entidades que organizaram o protesto garantiu que a “luta” pelo recomeço das obras nos IP2 e IP8 não vai parar.
“No nosso entender, são dois eixos estruturantes e fundamentais para o desenvolvimento desta região e que nós entendemos que já deviam estar feitos há muito tempo”, justificou.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Ourique e presidente da Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista sublinhou o facto de nos últimos três anos a região ter sido “totalmente abandonada em questões de segurança, em questões de acessibilidades e em questões de desenvolvimento regional”.
“Por sermos poucos e de uma região pobre, não temos que ser portugueses de terceira”, disse Pedro do Carmo, deixando um apelo à união: “Aqui não temos partido. O nosso partido é a nossa região. O nosso partido são as nossas gentes. Juntos conseguiremos!”.
Já o presidente do NERBE defendeu que o distrito de Beja tem direito a ter “acessibilidades condignas”, sobretudo tendo em vista o potencial de desenvolvimento económico que existe na região.
“Merecemos ter estradas que possibilitem a actividade económica e que as nossas empresas tenham condições de existir e de se desenvolver. Por isso precisamos destas estradas”, vincou Filipe Pombeiro.
Também presente no protesto esteve o deputado e presidente da Distrital de Beja do PSD, que considerou ser necessário a região falar “a uma só voz”.
“Este não foi um problema originado por este executivo, é um problema que vem de trás mas que já se arrasta há demasiado tempo. E há duas formas de o resolver: ou pela via do resgate da obra, como fizeram com o túnel do Marão, ou pela via da negociação, como fizeram com a Auto-Estrada Transmontana. Qualquer um destes modelos está hoje em plena execução, o que significa que há forma de resolver este problema. Por isso o apelo que deixo é que de uma vez por todas encontrem a solução para retomarem as obras”, disse Mário Simões ao “CA”.
No protesto desta sexta-feira estiveram representados 12 dos 13 concelhos que integram a CIMBAL: a excepção foi Ferreira do Alentejo, que não se associou à iniciativa por ter a decorrer uma acção judicial contra o Estado sobre esta matéria.

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Correio Alentejo

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