Autárquicas. Presidente do PSD acredita em vitória em Ourique e bom resultado em Beja

O presidente do PSD acredita que o partido pode reconquistar a Câmara de Ourique, atualmente governada pelo PS, nas próximas eleições Autárquicas, agendadas para o próximo dia 26 de Setembro.

Segundo Rui Rio, o concelho de Ourique “é no distrito de Beja” onde o PSD tem mais hipóteses “de conseguir uma vitória”, ao mesmo tempo que espera um bom resultado (e a eleição como vereador) de Nuno Palma Ferro em Beja.

Entrevista exclusiva ao “CA” do líder do PSD, que nesta segunda-feira, 30, passou por Ourique no âmbito da volta nacional autárquica que está a realizar.

Quais as expetativas do PSD para as eleições Autárquicas no distrito de Beja?

O PSD teve resultados fracos a nível nacional em 2013 e 2017 e, portanto, tem a obrigação – e eu à cabeça – de fazer um esforço muito grande para recuperar. Digo isto naturalmente para aqueles que são os distritos ‘normais’ para o PSD, não é o caso de Setúbal, de Beja ou do sul do país, onde o PSD tem muito mais dificuldade do que no norte. E particularmente no distrito de Beja temos uma dificuldade histórica! Agora as expetativas são em todos os concelhos subir fortemente a votação, fundamentalmente subir fortemente em termos de eleitos. A começar, desde logo, pela capital de distrito, onde é dificílimo, como sabemos, o PSD ganhar, mas é bem mais fácil o PSD poder ter representação na câmara. Tem um candidato muito forte, muito bom, que acredito que venha a ser presidente da Câmara de Beja, sendo que é difícil fazê-lo desde já. Olhando à realidade do distrito como um todo, em Ourique é onde nós temos aspirações de poder ganhar a câmara outra vez, uma vez que ao longo da história o PSD já ganhou a Câmara de Ourique diversas vezes. Por isso temos um candidato forte [Gonçalo Valente], que é aliás o presidente da Distrital de Beja, temos uma grande renovação nas listas e, portanto, fazemos aquilo que tem de ser feito para agradar ao eleitorado e ele confiar em nós. No dia 26 [de Setembro] logo se vê quem ganha e quem perde, mas [Ourique] é no distrito de Beja onde temos mais hipóteses de ganhar.

Ou seja, Ourique é a vossa maior esperança de vitória?

Em cada sítio fazemos a maior aposta que podemos fazer. Nem sempre é a aposta que se quer em 308 concelhos, não vamos vender a banha da cobra. Nuns sítios corre melhor, noutros sítios corre menos bem. Aqui correu bem, em Beja também correu bem e queremos chegar ao dia 27 de setembro com uma implantação territorial do PSD muito superior, inclusive num distrito tão difícil para o PSD como é o distrito de Beja.

Sente que há condições para o PSD ter melhores resultados em 2013 e 2017?

Há um esforço que está a ser feito – e estamos a falar de câmaras, mas também há juntas de freguesia e aí temos mais hipóteses. É um esforço que tem vindo a ser feito no sentido de se chegar ao dia das eleições e ter algum reconhecimento por parte do eleitorado. Mas como se costuma dizer, ‘Roma e Pavia não se fizeram num dia’ e ninguém está espera de milagres e que o PSD passe a ser o principal partido do distrito de Beja. À partida tudo é possível, mas é quase impossível. O que não é impossível é subir muito e, inclusive aqui em Ourique, conseguir uma vitória.

PS e CDU são historicamente as forças maioritárias na região. À luz desse facto, que avaliação faz daquilo que é atualmente o distrito de Beja?

Era tempo de o distrito de Beja largar o enraizamento que ainda tem o PCP. Já não tem o que tinha, mas ainda tem na exata medida em que o PCP defende ideias já bastante ultrapassadas. O PS aproveitou-se disso, desse enfraquecimento do PCP, e conquistou algumas câmaras. Compete-nos a nós agora fazer o resto do trabalho e conseguir que o PSD venha a ter câmaras municipais em Beja. Também preciso notar que o momento ideal não é exatamente este, o momento ideal há de ser daqui a quatro anos.

Porquê?

Porque em 2013 foi quando saíram os primeiros autarcas por força do cumprimento de três mandatos. Eu fui um deles e saíram todos os que tinha 12 anos [de mandato] ou até 20 anos. O que acontece é que na próxima vez [em 2025] vão mudar muitos autarcas. E vão mudar particularmente de que partido? Do PS, que foi quem em 2013 ganhou mais [câmaras]. Portanto, se fizermos um bom trabalho em 2021 e tivermos uma subida nacional à escala nacional – e aqui em Beja –, temos aspirações a que na melhor oportunidade, que é daqui por quatro anos, em que penso que vão sair mais de 70 presidentes de câmara do PS, nós podemos reconquistar muitas câmaras. Como disse, ‘Roma e Pavia não se fizeram num dia’ e estamos precisamente apostados nisso. Porque a implantação autárquica é aquilo que um partido pode ter de mais importante em termos estruturais. Aquilo que dá a grande força a um partido à escala nacional é o número de autarcas que elege.

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Correio Alentejo

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