Autarcas de Portalegre defendem construção da barragem do Pisão

Autarcas de Portalegre defendem

Os autarcas dos 15 concelhos do distrito de Portalegre aprovaram uma moção em que defendem a construção da barragem do Pisão, um projecto hidro-agrícola com mais de 50 anos e que continua por concretizar.
A moção, aprovada na última reunião da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), sugere ao Governo que tome as “medidas necessárias” para angariar verbas provenientes de fundos comunitários para que a obra avance.
O presidente da CIMAA, Armando Varela, explica à Agência Lusa que se trata de um "projecto estratégico” para criar “desenvolvimento e emprego” naquela região alentejana.
“O país atravessa uma situação extremamente difícil e essa situação consegue-se melhorar se nós tivermos a capacidade de gerar emprego, tirando da terra aquilo que ela tem de melhor. A barragem do Pisão é um projecto estratégico, pois vai permitir irrigar quase nove mil hectares”, justifica.
Para Armando Varela, o projecto não se traduz numa “despesa” para os contribuintes, mas sim num “investimento” que vai permitir o desenvolvimento de uma região envelhecida e com um "tecido empresarial débil”.
“Eu estou convencido que o Governo, se em bom tempo conseguiu canalizar milhões de euros para a barragem do Alqueva e hoje em dia o Alqueva é o sucesso que é a nível mundial, também é capaz de canalizar um investimento de 100 milhões de euros para o Alto Alentejo”, disse.
O último estudo efetuado para a concretização do projeto, referiu, prevê um investimento de “cerca 100 milhões de euros”, que seria “menos dispendioso” para o Estado se fosse inscrito no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A barragem do Pisão já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir.
O projecto prevê que a pequena aldeia do Pisão, no concelho do Crato, com cerca de 100 habitantes, fique totalmente submersa com o enchimento da albufeira.
A barragem do Pisão prevê abranger uma área de 3200 hectares, tendo duas componentes distintas: o abastecimento público de água e o regadio.
O projecto prevê ainda que o empreendimento conte com capacidade para armazenar 100 milhões de metros cúbicos de água.

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