Autarca de Ourique
considera “inaceitável” falta
de respostas da Saúde

Marcelo Guerreiro 1
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O presidente da Câmara de Ourique considera “inaceitável” que as autoridades de Saúde da região não tenham avançado com a realização de testes de despistagem à Covid-19 entre a comunidade educativa local, depois de ter sido encerrado o Centro Escolar devido a um caso positivo de uma funcionária. Em comunicado enviado ao “CA”, Marcelo Guerreiro lembra que além da funcionária “que desempenha funções em contacto com parte significativa do universo escolar”, foi também detectado “um caso de contágio familiar que frequentou a Escola Básica 2,3/Secundária de Ourique”.
Nesse sentido, e “detectada a situação, a escola foi encerrada com a indicação de que a comunidade educativa do jardim-de-infância e do primeiro ciclo seria sujeita a testes de despistagem para a avaliação da situação e adopção de medidas”, continua o edil, garantindo que tem sido “mantido um diálogo permanente com o Agrupamento de Escolas”.

“Esta é uma situação inaceitável, geradora de insegurança e intranquilidade na comunidade educativa e em toda a população de Ourique”.

Marcelo Guerreiro | presidente da Câmara de Ourique


Contudo, diz Marcelo Guerreiro, durante a segunda-feira, 9, “não foram concretizados os testes que tinha ficado subjacentes ao encerramento preventivo do estabelecimento escolar” e “surgiram informações difusas sobre a não eventual realização da operação de despistagem e a intenção de reabrir a escola sem iniciativas complementares”.
Para Marcelo Guerreiro, “esta é uma situação inaceitável, geradora de insegurança e intranquilidade na comunidade educativa e em toda a população de Ourique”.
Por isso mesmo, a Câmara Municipal insistiu, na terça-feira, 10, “com todos os patamares da Saúde Pública regional para a realização dos testes de despistagem”, exigindo também saber “com que recursos humanos” se conta, quais as orientações “sobre as medidas a adoptar de forma a tranquilizar a comunidade e iniciar a rota para a reposição das actividades na escola, com segurança e com confiança”.
“Face à ausência de informação por parte da Saúde Pública não temos resposta que possa tranquilizar ou esclarecer a comunidade educativa”, lamenta o autarca ouriquense, reiterando que “as entidades têm de fazer tudo para, nas situações detectadas, tudo fazer para despistar, tratar e tranquilizar as pessoas e as comunidades”.
Marcelo Guerreiro vinca que, “neste caso concreto”, isso passa por “prestar toda a informação pertinente” e “testar a comunidade educativa”, para “só reabrir a escola quando estiverem reunidas as condições”.
“Ourique, que está sempre do lado da solução, ganhou o direito a exigir essa atitude responsável de respeito pelas pessoas, pela sua tranquilidade e pela coesão da comunidade neste tempo de enorme exigência. Exigimos de quem de direito respostas concretas para as pessoas e para o território”, conclui Marcelo Guerreiro.

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