Aumento do salário mínimo nacional defendido em Aljustrel

Aumento do salário mínimo

O economista e presidente da consultora Quaternaire Portugal defende a subida do salário mínimo nacional "já", como alternativa ao "embaratecimento da força de trabalho".
"Sou um adepto óbvio da subida do salário mínimo já", porque o país precisa deste "instrumento exógeno para incluir algumas alterações" ao actual modelo de desenvolvimento, baseado em várias vertentes, como o "embaratecimento da força de trabalho", disse António Figueiredo esta sexta-feira, 4, durante a primeira edição das Conferências de Aljustrel – Cidadania, Inovação e Território.
Segundo António Figueiredo, a Europa está a atravessar três crises, a crise do modelo de afectação de recursos, a crise financeira internacional e a "desastrosa abordagem às crises das dívidas soberanas no edifício do euro", que "não está preparado para situações de stress".
Uma situação que "está a gerar um modelo de desenvolvimento oculto", que "não está democraticamente escrutinado" e tem várias vertentes, sobretudo o embaratecimento da força de trabalho, o empobrecimento de largas franjas da população, o agravamento das desigualdades e a fractura do país, nomeadamente em "almofadados e não almofadados, novos e velhos", afirmou.
Segundo António Figueiredo, a alternativa àquele modelo deve "assentar em algumas linhas estratégicas essenciais", como a "continuidade imperiosa da melhoria de qualificações" do capital humano do país, "inovação e conhecimento para responder ao estímulo da progressão salarial", a subida do salário mínimo nacional e "escolhas públicas sensatas".
"Atendendo às não sensatas opções públicas da década anterior, temos que ter escolhas públicas sensatas, centradas nas almofadas sociais, obviamente, e libertar recursos de investimento público para potenciar a transição, não para potenciar infraestruturas levadas ao extremo", defendeu.

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Correio Alentejo

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