Associação de Atletismo pede substituição do piso da pista de Beja

Associação de Atletismo pede substituição do piso da pista de Beja

Longe vão os tempos em que a pista de atletismo do Complexo Desportivo Fernando Mamede, em Beja, era a “jóia da coroa” do desporto regional.
Actualmente, o piso sintético da pista apresenta evidentes sinais de desgaste e degradação causados, sobretudo, pelo clima da região, o que leva o novo presidente da Associação de Atletismo de Beja (AAB) a reclamar a sua “urgente substituição” junto da autarquia local.
“É premente que se avance para a substituição. Além de provocar lesões aos atletas, nem sequer podemos pensar em concorrer à organização de provas de nível nacional”, alerta Joaquim Braz, para quem o ideal seria a colocação de um piso “totalmente novo”.
“Recuperar aquilo ficaria com muitos remendos e não iria dar em nada”, justifica.
Além do mais, continua o novo líder da AAB, com um novo piso na pista seria possível melhorar os bons resultados que o atletismo regional tem vindo a somar nos últimos tempos.
“Com uma nova pista os resultados seriam ainda melhores e talvez conseguíssemos mais atletas. Porque a rapaziada nova, ao ver o estado em a pista está, não pensa em ir para o atletismo”, vinca Joaquim Braz.
As pretensões dos responsáveis pelo atletismo regional são antigas, mas têm esbarrado sempre no mesmo motivo: o valor da intervenção.
“É um investimento muito grande, que chega quase aos 500 mil euros se formos para a substituição total do piso e com as respectivas melhorias de toda a instalação. Se nos ficarmos por outra tipologia de intervenção, esse montante pode ser na ordem dos 350 mil euros. Ou seja, são investimentos super-avultados que são impossíveis e proibitivos sem financiamento comunitário”, revela ao “CA” o vereador Miguel Góis.
O eleito socialista adianta ainda a Câmara de Beja está a tentar desbloquear a situação “em estreito diálogo com a AAB, com a própria Federação Portuguesa de Atletismo e até com empresas que actuam no sector”, no sentido de se “chegar a bom porto”.
“É um trabalho difícil. Neste momento os financiamentos comunitários estão fechados e não se prevê a abertura de financiamentos para este tipo de intervenções nos próximos tempos. Entretanto, o Município de Beja já conversou com a Secretaria de Estado do Desporto e da Juventude relativamente a esta questão e estamos à espera de desenvolvimentos”, acrescenta.

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Correio Alentejo

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