Associação CACO valoriza artesanato em Odemira

Associação CACO valoriza

Preservar e, sobretudo, valorizar o artesanato local contra os “ventos da modernidade” é o grande objectivo da CACO – Associação de Artesãos do Concelho de Odemira.
“A nossa ambição é que o artesanato seja reconhecido em Portugal como uma arte maior e não menor. Porque quem fazia artesanato antigamente eram pessoas pobres, do campo, muitas vezes para a própria lide do dia-a-dia. E por isso o artesanato não é muito reconhecido pela população em geral. Mas nós gostávamos que este trabalho fosse mais reconhecido, pois o artesão tem um trabalho demorado e que exige muita mão-de-obra”, explica ao “CA” Inês Viana, oleira de 37 anos em Boavista dos Pinheiros e vice-presidente da CACO.
Depois de muitos anos “‘a marinar’ por questões burocráticas”, a CACO acabou por ser legalizada há pouco mais de um ano, num processo em que contou com o apoio da Câmara de Odemira.
Hoje a associação reúne perto de três dezenas de artesãos de todo o concelho, que trabalham em artes como a olaria, cestaria, abegoaria, joalharia, tecelagem, bordados, utensílios em madeira, empalhamento de cadeiras ou mobiliário.
“Como dá para perceber, ainda temos um bom leque de artesãos. Só é pena que grande parte já tenha uma faixa etária já avançada, mas ultimamente têm surgido artesãos mais novos”, vinca Inês Viana, reconhecendo que hoje em dia é bastante “difícil viver do artesanato”.
“Ainda assim, já vamos tendo pessoas que conseguem tirar o seu próprio ordenado do artesanato. Somos um concelho virado para o turismo e as pessoas que vêm cá gostam de conhecer o artesão, de saber o que este faz e como o faz. Os turistas dão muito valor ao artesanato local”, acrescenta.
Por isso mesmo, continua Inês Viana, uma das primeiras medidas tomadas pela direcção da CACO foi levar o artesanato… para a praia!
“Vamos às terras de turismo no Verão, para podermos estar com as pessoas que nos visitam e sensibilizá-las para o artesanato”, explica.
Paralelamente, a associação e a Câmara de Odemira estão na fase inicial de um projecto que passará pela promoção e divulgação do artesanato junto dos mais novos, através de diversas iniciativas nas escolas do concelho.
“É de pequenino que se começa a ter interesse em determinadas actividades. E o que nós queremos ir aos jardins-de-infância, às escolas primárias, até à Universidade Sénior, e podermos fazer workshops ou demonstrações ao vivo de artesanato, para atrairmos as crianças – e não só – para esta actividade”, conclui Inês Viana

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Correio Alentejo

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