“CCDR é fundamental na afirmação da região”

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Recém-eleito vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Aníbal Reis Costa revela em entrevista ao “CA” aquelas que devem ser as metas deste organismo para os próximos cinco anos. “A CCDR, assumindo um papel de verdadeiro poder regional, será fundamental para o desenvolvimento e afirmação da região”, advoga o antigo presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo.

O facto de ter sido candidato único ao cargo de vice-presidente da CCDR do Alentejo e ter reunido consenso tem, para si, algum significado político?
Quando se é candidato único, nas circunstâncias concretas destas eleições, e em que os presidentes de câmara da região constituíam o colégio eleitoral, obtendo mais de 60% de votos a favor, extravasando a base partidária de apoio, naturalmente que isso é altamente encorajador, mas também um factor de grande responsabilidade política. Devo dizer que a legitimidade da minha eleição, conferida por estes “grandes eleitores” – se me é permitida a expressão, extraída do sistema anglo-saxónico – é igualmente motivadora para um maior empenho, autonomia e força para o exercício das minhas funções. Nunca me passaria pela cabeça assumir um cargo desta natureza em que não tivesse que me submeter a uma eleição. Tendo o acto eleitoral decorrido como é conhecido, naturalmente que estou bastante satisfeito e tudo irei fazer para corresponder às expectativas que em mim depositaram para este importante cargo público.

Que metas traça para este mandato, sobretudo no que toca ao Baixo Alentejo?
O Baixo Alentejo é, como já o referi várias vezes no passado, um território de grande potencial. Seja no domínio agrícola e agro-industrial ou nas energias renováveis, é um território diferenciador e claramente uma mais-valia para o território da CCDR e do país. Aliado a isto, todos os projetos previstos no Plano Nacional de Investimentos 2030devem ser objecto de empenho da CCDR para a sua concretização. Não poderemos, obviamente, esquecer a importante infra-estrutura que é o aeroporto de Beja, em todas as suas vertentes comerciais (carga e passageiros) como fundamental para a região e o sul de Portugal continental. Teremos, também e sobretudo, que ter a atenção à situação pandémica que vivemos e aos seus efeitos próximos na economia regional. Também aqui a CCDR terá que ter, em conjunto com as autarquias locais, um papel de proximidade e simbiose. A gestão dos apoios e fundos comunitários assume, aqui, grande relevância, que só funcionará numa estratégia integrada de proximidade e diálogo com todos os agentes do território.

Devemos aproximar a CCDR das pessoas. Teremos que tentar passar a imagem menos “burocratizante” e mais “user friendly” da entidade, por forma a conseguir maior empatia e resultados junto das pessoas.

Que papel deve a CCDR do Alentejo assumir nos próximos cinco anos?
Em primeiro lugar, este processo é – como já referi algumas vezes – um “passo gigante” para o processo de Regionalização. Se correr bem, daqui a cinco anos – a duração excepcional que terá este mandato – muitos dos cépticos com o processo de criação de regiões já não o serão tanto e poderemos, estou certo, avançar, de forma mais consensual, para ele. Logo, todos deveremos, articulados e em conjunto, procurar “pontes” e soluções para os problemas e questões da região. Pela primeira vez na história do no nosso país teremos eleitos regionais e isso deverá ser potenciado também para a capacidade de reivindicação, junto do Governo, que a região poderá ter e que, em meu entender, será um ponto fulcral do mandato. Em segundo lugar temos a obrigação de estabelecer consensos no nosso território, de forma a promovermos e defendermos a nossa região, com todo o seu potencial que representa um terço de Portugal continental. Independentemente de valores político-partidários, sem preocupação se o Governo é “X” ou “Y”, a nossa conduta deverá ter um único sentido: a valorização da região e de todos e todas que cá estão! Em terceiro lugar, e mais do que “apenas” seguir os documentos estratégicos de suporte à decisão – Estratégia Regional Alentejo 2030/Plano de Recuperação e Resiliência, etc -, devemos aproximar a CCDR das pessoas. Teremos que tentar passar a imagem menos “burocratizante” e mais “user friendly” da entidade, por forma a conseguir maior empatia e resultados junto das pessoas. Aproximar as pessoas dos órgãos de decisão é um imperativo democrático e uma vantagem competitiva que não podemos deixar de procurar que aconteça com a CCDR. Terá que existir uma melhor comunicação para atingirmos esse objetivo. Por último, devemos procurar agilizar e acelerar – na medida do possível – as decisões que envolvem diversas entidades e têm reflexo em muitos sectores de actividade. Se conseguirmos isto, estamos, já, a dar um importante contributo para o melhor funcionamento da entidade. A CCDR, assumindo um papel de verdadeiro poder regional, será fundamental para o desenvolvimento e afirmação da região.

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