Alunas de Enfermagem Comunitária do IPBeja desenvolvem projecto em Olhão

Alunas de Enfermagem Comunitária do

Um grupo de enfermeiras ligadas ao Politécnico de Beja está a desenvolver um projecto de intervenção na área da saúde num bairro social da cidade algarvia de Olhão.
O projecto é realizado no âmbito do III Curso de Pós-Licenciatura em Enfermagem Comunitária do IPBeja e as enfermeiras estão a trabalhar em articulação com a associação “Verdades Escondidas” e com a Câmara de Olhão no sentido de introduzir hábitos mais saudáveis nas famílias, disse à Agência Lusa uma das responsáveis.
A realização de sessões de educação para a saúde e a criação de uma horta comunitária e de um clube de atletismo são algumas das propostas das quatro enfermeiras que integram o projecto para ajudar a tornar as famílias do bairro mais saudáveis, explicou Ana Lam.
No bairro municipal Rua da Armona habitam cerca de 600 pessoas e o projeto de intervenção comunitária destas enfermeiras incidiu sobre 115 crianças e jovens.
Após a realização de questionários para fazer o diagnóstico dos problemas de saúde que mais atingiam as crianças e jovens do bairro, até aos 18 anos, as enfermeiras concluíram que havia muitos casos de má saúde oral e alimentação e de sedentarismo.
“Detectámos um consumo elevado de alimentos açucarados e baixo consumo de frutas e legumes. Percebemos também que as crianças e jovens apenas fazem desporto na escola e que têm hábitos sedentários, passando muito tempo a ver televisão e no computador”, sublinhou.
De acordo com a enfermeira, outro dos problemas detectados tem a ver com o consumo precoce de drogas, embora essa questão não tenha sido detectada nos questionários – já que muitos jovens não o assumem –, mas através de outros técnicos que trabalham com a comunidade.
As sessões de educação para a saúde começaram em Dezembro e abrangem grupos de oito famílias, que vão sendo substituídos por outros a cada seis meses, explicou Ana Lam, acrescentando que o objectivo é estender o projecto a todas as famílias do bairro.
As enfermeiras querem ainda ajudar a criar no bairro um graffiti, com a colaboração dos jovens, que se queixaram nos questionários de que não gostavam da cor apagada dos prédios, mas ainda aguardam autorização do Município.
Outra das ideias é desenvolver um ateliê inter-geracional para o ensino de trabalhos manuais, já que no bairro há muitas pessoas em idade activa que estão desempregadas.
A iniciativa tem a duração de dois anos e as enfermeiras que o desenvolveram – com idades entre os 35 e os 48 anos –, querem estendê-lo também a outros bairros do concelho.

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Correio Alentejo

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