Alter do Chão cria Academia de Novas Tecnologias e Artes Tradicionais

Alter do Chão cria Academia de

A antiga escola primária de Alter do Chão vai acolher, a partir de Maio, uma academia onde as artes tradicionais se misturam com o “mundo” do audiovisual e do design.
A directora da Academia de Novas Tecnologias e Artes Tradicionais (Artis), Irina Calado, disse à Agência Lusa que o projecto é formado por “um grupo de teimosos” que “acredita” no interior, uma vez que o país “não é só Lisboa”.
“A Artis pretende ser uma academia onde se faz a interligação do audiovisual e do design com as antigas artes e ofícios, no sentido de os preservar e, através de outras áreas, trazer esses saberes de volta ao século XXI”, explicou.
A trabalhar provisoriamente no pólo da Universidade de Évora, em Alter do Chão, no distrito de Portalegre, a Artis espera ocupar em Maio o espaço da antiga escola primária daquela vila alentejana para desenvolver o projecto.
A academia, vocacionada para pessoas que tenham já concluído o ensino secundário, tem como objectivo “aperfeiçoar” na prática os formandos para, depois, poderem desenvolver trabalhos de raiz até à sua promoção.
A oferta formativa é composta por cursos de longa e média duração.
O curso de longa duração (Curso de Novas Tecnologias e Artes Tradicionais) é dirigido para um ensino prático e criativo e interliga o design de comunicação, audiovisual (cinema, animação 2D/3D) e também as artes e ofícios tradicionais.
Esta oferta formativa arranca em Outubro, terminando um ano depois, após 1.272 horas de formação, repartidas por 24 horas semanais.
O curso de média duração, que engloba cursos de game design, produção de vídeo jogos, animação digital e design de comunicação, entre outros, arranca este mês e decorre até 27 de Julho de 2014, com formação aos fins-de-semana e com uma carga horária de 153 horas.
“Nós temos uma equipa de formadores muito interessante. Contamos com nomes como o escritor Afonso Cruz, o realizador Tiago Guedes e a nível da produção audiovisual Pedro Retré, entre outros”, indicou.
Irina Calado explicou ainda que a academia também pretende trabalhar com “pessoas da terra”, nomeadamente com os artesãos locais, para mostrar os seus ofícios e interligar esses saberes com o design e os audiovisuais.

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Correio Alentejo

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