Aljustrelense e Moura AC contestam descida de divisão

Mineiro Aljustrelense e Moura AC estão entre os 25 clubes do Campeonato de Portugal que querem impedir a homologação das classificações das várias séries da competição e, desta forma, impedir a sua despromoção aos campeonatos distritais.

Em causa está o aditamento do artigo 11.º-A do regulamento do Campeonato de Portugal, que veio permitir, a meio da época, a desistência dos clubes em circunstâncias relacionadas com a Covid-19.

Segundo o grupo dos 25 clubes, este aditamento prevê, entre outras, a possibilidade do clube, encontrando-se a disputar a primeira volta da primeira fase da prova e sendo impedido de participar por imposição administrativa ou legal decretada por mais de 60 dias ininterruptos relacionada coma emergência de saúde publica ocasionada pela doença Covid-19, poder desistir da mesma, “considerando-se tal desistência justificada”.

Em comunicado, os clubes subscritores argumentam que “esta alteração ao regulamento veio criar um fosso de injustiça que encobre de forma grave a verdade desportiva e a integridade da competição”.

“Esta alteração a não ser repensada, vai permitir clamorosamente a manutenção dos clubes desistentes no Campeonato de Portugal, sem nunca terem jogado e cumprido as suas obrigações, designadamente as obrigações salariais e penalizar os clubes que disputaram e salvaram o campeonato e a competição, jogando todos os jogos, e cumprindo o respetivo calendário, à custa do seu esforço financeiro”, acrescentam.

No comunicado, intitulado “O Campeonato da Mentira e o Assalto da ‘Super Distrital’”, Mineiro Aljustrelense, Moura AC e os restantes emblemas subscritores garantem que irão“lutar até às últimas consequências pela reposição da verdade desportiva” e “interpelar a FPF e todas as instituições desportivas e institucionais, manifestando a sua posição de não estarem disponíveis para aceitarem aquelas alterações regulamentares e as consequências graves que as mesmas irão causar”.

Os clubes vão mais longe e acusam a própria FPF de não salvaguardar“a verdade desportiva”, nem proteger os clubes que, na presente época,“permitiram a continuidade do campeonato e a integridade da competição”, “privilegiando antes pelo contrário os clubes que optaram pela desistência”.

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Correio Alentejo

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