Aljustrel recupera património mineiro

Aljustrel recupera património mineiro

A quarta empreitada de recuperação ambiental de áreas mineiras desactivadas em Aljustrel, arranca este mês de Abril e vai custar um total de 3,5 milhões de euros.
A empreitada, da responsabilidade da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, já foi consignada ao empreiteiro e deverá terminar em Abril de 2015.
Segundo o autarca Nelson Brito, a obra, incluída no projecto de recuperação ambiental da área mineira de Aljustrel, inclui intervenções nas antigas zonas de extracção mineira de Algares, São João e Pedras Brancas, no concelho de Aljustrel.
A empreitada e outros projetos na área concretizados ou em curso vão “dar corpo” ao Parque Mineiro de Aljustrel, que terá como missão “o aproveitamento turístico, científico e lúdico educativo do enorme e singular património mineiro e que é de extrema importância para o desenvolvimento” do concelho, explica o edil em declarações à Agência Lusa.
O parque, que, em princípio, terá a figura jurídica de uma empresa municipal com a participação de várias entidades, irá assegurar a gestão das infra-estruturas e ofertas criadas pelos projetos.
Entre os projectos em curso, Nelson Brito destaca a instalação durante este ano, em Aljustrel, do Centro de Estudos Geológicos Mineiros do Alentejo (CEGMA), um investimento de 1,5 milhões de euros por parte do Laboratório Nacional de Energia e Geologia que terá a missão de “desenvolver conhecimento” com vista à identificação, valorização e à promoção económica da exploração dos recursos mineiros em Portugal.
Este projecto colocará Aljustrel “na rota da investigação à volta da geologia”, afiança Nelson Brito.
Segundo o autarca, a primeira fase do projecto do CEGMA prevê a construção de uma litoteca para arquivar mais de 600 quilómetros de amostras de geologia mineira, que, através de prospecções, foram retiradas do subsolo da Faixa Piritosa Ibérica desde os anos 60.
Na segunda fase, o projecto prevê a construção do edifício sede do CEGMA, que poderá criar 20 a 30 postos de trabalho, sobretudo quadros altamente qualificados.
Outro projecto, da responsabilidade da EDM, prevê a reabilitação ambiental do Poço 30, uma antiga galeria mineira subterrânea com 500 metros de extensão e 30 metros de profundidade.
Posteriormente, através de outro projeto, também a cargo da EDM, será criado um percurso pedestre para permitir a visita à galeria subterrânea e aos visitantes terem a sensação do que é estar no fundo de uma mina e sentirem-se “na pele” de um mineiro.

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Correio Alentejo

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