Águas Públicas do Alentejo investe na proteção da qualidade de água

A empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA) vai avançar com investimentos para melhoria dos processos de tratamento de águas residuais em Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, e para a proteção da qualidade da água em seis albufeiras da região, num investimentio avaliado em 1,2 milhões de euros.

De acordo com a AgdA, o projeto “Intervenções para reabilitação e proteção da captação de Ermidas-Sado e intervenções integradas multissetoriais em albufeiras com origens de água para abastecimento público” será executado em dois anos tem financiamento garantido através do programa COMPETE,ao abrigo da iniciativa “REACT-EU”.

A empresa acrescenta que o projeto integra as intervenções, “já em curso, para melhoria do tratamento dos efluentes na zona deErmidas-Sado, concelho de Santiago do Cacém”.

“No que respeita ao saneamento, além de assegurar a melhoria dos processos de tratamento dos efluentes de Ermidas-Sado na ETAR de Ermidas-Sado, está ainda prevista a deslocação do local de descarga do atual emissário da ETAR para uma zona menos sensível”, explica a AgdA.

A par deste investimento, está igualmente previsto “o desenvolvimento de outras intervenções para proteção da qualidade da água em seis albufeiras que são origem de abastecimento de água para consumo de diversos concelhos”, nomeadamente Alvito, Enxoé (Serpa), Roxo (Aljustrel), Monte da Rocha (Ourique), Monte Clérigo (Almodôvar) e Santa Clara (Odemira).

Estas intervenções envolvem “a remoção de lamas e outros inertes em pontos estratégicos dos braços principais nas respetivas cabeceiras”, “a constituição de bacias de retenção de sedimentos resultantes do assoreamento decorrente do caudal sólido carreado pelas principais linhas de água que afluem às albufeiras” e “a construção de travessões galgáveis para promover a deposição de sedimentos; e a vedação de margens em alguns pontos, para proteção da qualidade da água”, revela a AgdA.

Segundo a empresa, este plano “terá como parceiros as respetivas entidades gestoras dos empreendimentos hidroagrícolas” para “o desenvolvimento das linhas estratégicas das intervenções e dos respetivos projetos de execução a implementar”.

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Correio Alentejo

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