16h16 - quinta, 09/11/2017

Bons exemplos no Campo Branco


Carlos Pinto
Basta recuar no tempo uma década para percebermos que vivemos hoje num "mundo novo". Um mundo em que os avanços tecnológicos dão todos os dias passos outrora impensáveis (seja em que área for). Um mundo em que a informação e o conhecimento nos são "oferecidos" com uma facilidade nunca antes vista. Um mundo onde todos têm oportunidade de manifestar a sua opinião através de múltiplas plataformas que, depois, é disseminada pelos quatro cantos do globo. Este é o mundo das novas tecnologias e das redes sociais.
Tudo isto representa uma mais-valia imensurável para o nosso presente e para o futuro das gerações que se seguem. Mas este "mundo novo" também tem os seus riscos. Por exemplo, sociólogos e filósofos apontam para um cada vez maior primado do indivíduo sobre o colectivo. Ou seja, uma sociedade que já não se constitui integralmente como comunidade e onde os relacionamentos assentam, quase em exclusivo, em links, posts ou hashtags. O que leva ao afastamento das pessoas relativamente àquilo que os rodeia e ao que acontece do outro lado da rua onde estão os seus escritórios, as suas lojas ou as suas casas.
É por tudo isto que é de louvar o que está a acontecer em Aljustrel e em Castro Verde. Na vila mineira, um grupo de voluntários juntou-se à autarquia e durante largos meses angariou verbas com um único propósito: apoiar os bombeiros da terra na aquisição de uma ambulância. A mesma vontade que tem levado muitos castrenses a participar nas iniciativas que os "soldados da paz" locais têm vindo a organizar para comprar uma nova viatura de combate a incêndios. Estes dois (bons) exemplos mostram que neste "mundo novo", entre smartphones e apps, continua a haver espaço para a solidariedade e para o trabalho comunitário.



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Data: 22/02/2019
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