11h13 - quinta, 22/09/2016

Somos aquilo em que acreditamos


Napoleão Mira
Vem esta afirmação a propósito de, no passado fim de semana, ter sido despertado da madorna domingueira por um simpático casal que me bateu à porta com o intuito de, um de cada vez, me venderem a salvação.
Ouvi-lhes educadamente os argumentos que me abririam as portas do céu, me trariam as alegrias da vida eterna e, quiçá, uma entrevista pessoal com o criador.
Ainda tentei retorquir com outro tipo de raciocínio mas, logo reparei, que era como chover no molhado, estavam ambos formatados, convencidos, doutrinados ou lá como se lhes queira chamar.
Quando deles me despedi, dei comigo a pensar que este será o mesmo processo doutrinal que leva os terroristas a cometerem os atos hediondos que invadem o nosso quotidiano. Ou seja: é uma questão de nível de convencimento. Este simpático casal estaria no estado soft da tal radicalização, enquanto os guerrilheiros de Alá estarão no nível mais alto (ou profundo se preferirem), desse processo de acreditação, e é aqui que entram as famosas 72 virgens.
Como é sabido, na generalidade dos países de onde esta gente é originária, o contacto com as mulheres antes do casamento é na prática inexistente. Não há festas, bailes, cinemas ou discotecas. Muitos destes rapazes nunca deram a mão a uma rapariga, quanto mais roubar-lhe um beijo, logo, não existe o ritual de acasalamento inerente a todas espécies do planeta.
Não me é difícil acreditar que vivam num tal estado de frustração sexual que, a promessa de entrada direta no paraíso onde, para além das 72 virgens a implorarem por sexo, ainda poderem beneficiar de uma ereção permanente, de jarros de vinho e pratos de carnes e frutas exóticas para além de outros magníficos benefícios abrangidos no pacote, incluindo o perdão de todos os pecados cometidos até então.
Tudo o que lhes é terminantemente proibido na vida terrena, lhes será franqueado à tripa forra, logo que façam check in no paraíso. Para tal, basta colocarem no corpo um cinto de explosivos, acionarem o detonador e, no segundo seguinte, já lá estão a bater à porta.
A ser assim, o céu dos muçulmanos assemelha-se mais a um bordel de luxo e, em comparação com aquele que me queriam vender aqueles dois esta manhã, bastante mais tentador.
Eu, que sou um não crente, dou por mim a pensar que não acreditar é apenas uma forma de acreditar que não acredito... e por aqui me fico!



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