12h01 - quinta, 28/04/2016

Que significa ser povo?


D. António Vitalino Dantas
Ao ver os milhares de refugiados, de todas as idades, mas sobretudo jovens, que fogem à fome e à guerra, enfrentando muitos perigos e obstáculos, mas sempre sonhando com um país onde possam realizar os seus sonhos, em paz e liberdade, pergunto-me se com estas pessoas, provenientes de diversos países, se pode formar um povo ou se acaso não está nelas o que falta a muitos países com a mesma língua e história, mas com pessoas acomodadas, egoístas e tristes. Por estes pensamentos já dá para entender que construir um povo não é algo estático e permanente, mas precisa de um dinamismo constante. Parar é morrer, costuma-se dizer e isto também se aplica na constituição da identidade cultural de um povo.
[...] Os discípulos de Jesus, os apóstolos e seus continuadores, são enviados a anunciar a boa nova e a curar as enfermidades. E são muitas de que precisamos de ser curados. Mas é preciso que os doentes aceitem ser curados e acreditem na boa nova, consubstanciada na paz com que os apóstolos devem saudar as pessoas. Assim começa a evangelização, o anúncio e a iniciação cristã, que nos ajuda a construir o povo de Deus e a ser membros dignos desse povo. Ir ao encontro das pessoas, com alegria e coração aberto e fraterno, assim acontece a missão da Igreja, até que todos vivam unidos e atentos uns aos outros, de modo que ninguém se sinta excluído, descartado e sofrendo necessidade. Vede como eles se amam, dizia-se dos primeiros cristãos e o seu número crescia de dia para dia.
Será que isto acontece hoje em dia, entre nós e noutras partes do mundo? Onde isso acontece as comunidades crescem e adquirem identidade. Chamados e enviados em missão, temos de perguntar-nos em que falhamos, pois as nossas comunidades estão cada vez mais reduzidas e envelhecidas. Temos uma grande oportunidade de rejuvenescermos, criando um ambiente de acolhimento aos refugiados que batem à porta da Europa, que necessita tanto deles como eles da Europa.



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