09h42 - quinta, 14/04/2016

Reagir ao terrorismo


D. António Vitalino Dantas
Perante os atentados contra cidadãos que lutam pela vida com meios democráticos e pacíficos todos sentimos uma profunda dor e apelamos aos que assim procedem para acabar com estes atos de terror. Como cristãos rezamos por eles e pelas suas vítimas e imploramos de Deus a conversão ao amor e a consolação para quem sofre. Mas também pedimos aos governos e instituições internacionais para intervir, sentando à mesa do diálogo os representantes das fações em litígio e buscando soluções pacíficas, compromissos possíveis, no respeito pelas diferenças culturais e religiosas.
As organizações da sociedade civil podem conseguir melhores resultados que os governos, pois estes estão muito identificados com os seus interesses económicos e políticos. Cito apenas o exemplo do Quarteto para o Diálogo Nacional na Tunísia, a quem foi atribuído o prémio Nobel da paz deste ano de 2015. Estas instituições conseguiram transformar a primavera árabe na Tunísia numa oportunidade para uma democracia pluralista e desenvolver um processo político alternativo no momento em que o país estava à beira de uma guerra civil.
Tudo isto parece uma ingenuidade. Mas acredito que água mole em pedra dura tanto dá até que fura, como diz o nosso ditado. A evolução da humanidade é lenta, mas o recurso à guerra, à violência, é um retrocesso. Os fins não justificam os meios. A educação na família, na escola, nas comunidades religiosas deve ajudar a construir a paz. Bem-aventurados os que sofrem por causa da paz, proclamou Jesus.
Homens, sede homens, gritou o Papa Paulo VI na ONU e em Fátima. Também nós temos de continuar a gritar, para acordarmos os violentos, os indecisos e os indiferentes. Mas ao mesmo tempo gritar pela justiça, pela solidariedade, pela compaixão, pela misericórdia, de modo que todos sintam e vejam o outro como um amigo, um irmão, que caminha connosco nas alegrias e tristezas, nos sucessos e fracassos, na penúria e na abundância.
A oração da Igreja alerta-nos para a caducidade das coisas materiais e da história do mundo, mas também para o Senhor que vem salvar-nos. Neste processo, sabendo que não temos aqui morada permanente, estejamos vigilantes e ajudemo-nos fraternalmente na peregrinação da vida.



Outros artigos de D. António Vitalino Dantas

COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
14h11 - segunda, 30/03/2020
Alentejo com
45 casos positivos
de Covid-19
Até à meia-noite deste domingo, 29, foram identificados um total de 45 casos positivos de doentes infectados com o coronavírus Covid-19 no Alentejo, revela a Direcção Geral da Saúde (DGS).
08h00 - segunda, 30/03/2020
Antigo cinema de Castro
vai ser requalificado
A candidatura da fundos comunitários apresentada pela União de Freguesias de Castro Verde e Casével para as obras de requalificação do antigo cinema de Castro Verde já foi aprovada, adianta ao "CA" o presidente da autarquia.
08h00 - segunda, 30/03/2020
Instituições de Aljustrel
receberam viseiras
produzidas no concelho
A Câmara de Aljustrel entregou no final da passada às instituições de solidariedade social locais um total de 350 viseiras de rosto produzidas no concelho, fruto da parceria da autarquia com a Associação Buinho e a empresa Rectângulo Vermelho.
08h00 - segunda, 30/03/2020
Nacionais e distritais
de formação de futebol
e futsal concluídos
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou na sexta-feira, 27, ter dado por concluídos os campeonatos nacionais e distritais de futebol e futsal nos escalões de formação, em virtude da pandemia de Covid-19 que está a afectar todo o território de Portugal.
07h00 - sexta, 27/03/2020
Câmara de Castro Verde
isenta pagamentos
e alarga prazos
A Câmara de Castro Verde decidiu nesta quinta-feira, 26, isentar o pagamento de rendas de todos os cafés e cafetarias que são propriedade do Município até 30 de Junho, na sequência do surto de Covid-19 que se faz sentir em Portugal.

Data: 20/03/2020
Edição n.º:

Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial