11h44 - quinta, 21/01/2016

Como educar para um humanismo cristão?


D. António Vitalino Dantas
Deus, no conhecimento da mensagem e pessoa de Jesus Cristo, na oração, na prática dos mandamentos e das obras de misericórdia, ajuda a fazer como escrevi atrás. A educação, mesmo em famílias e escolas católicas, nunca pode ser proselitista ou neopositivista, mas educar para os valores, aberta à transcendência, à relação com os outros e com a natureza, procurando o seu bem.
A educação para a fé e a sua explicitação religiosa, na escuta da Palavra de crescer a pessoa na verdade do seu ser e a desenvolver a sociedade nas suas múltiplas relações, construindo a paz na verdade, na justiça, na igualdade, na fraternidade.
Campos de refugiados, situação prolongada de desemprego, sobretudo de jovens, a fome, condições sub-humanas de vida, não são ambiente propício para a construção da paz mundial. Por isso não podemos pactuar com estas situações ou praticar apenas as obras de misericórdia corporais. É preciso despertar as pessoas para a sua dignidade, que se realiza nas múltiplas relações e no sentido de pertença a uma única humanidade, a família humana, para cujo desenvolvimento todos devemos contribuir. É caminhando que se faz caminho, como se ouve repetir. A educação não pode ser apenas para o conhecimento, mas para o coração, os afetos, os sentimentos e a ação.
Resta-nos um longo caminho a percorrer. Mas com lamentos, de braços caídos, não avançaremos. Os governos devem estar abertos e apoiar as experiências educativas que vão nesse sentido, em vez de querer prescrever um único tipo de escola, que muda conforme as mudanças dos partidos no governo. Basta de experimentalismos e deixemos que a sociedade civil com a família avance e possa transmitir os valores em que acredita.
A Igreja termina o seu ano litúrgico com a solenidade de Cristo Rei, que afirma a sua soberania, não pelo poder das armas, pelo medo, pela ditadura da opressão, mas pela verdade do amor, pelo perdão, pelo dom da vida na cruz. O seu poder não é deste mundo, mas é oferecido a todos os que viveram, vivem e hão de viver neste mundo. Só Ele nos pode salvar desta geração perversa, mas carente de amor. E quem é da verdade ou a busca de todo o coração reconhecerá n'Ele a fonte que sacia a sua sede e mata a sua fome, pois Ele é caminho, verdade e vida.



Outros artigos de D. António Vitalino Dantas

COMENTÁRIOS

* O endereço de email não será publicado
07h00 - terça, 11/12/2018
Alentejo 2020 aprova
projectos da CM Beja
O programa Alentejo 2020 já aprovou o financiamento a duas candidaturas apresentadas pela Câmara de Beja, uma para a expansão da Área de Acolhimento Empresarial e outra para reabilitação da muralha e logradouro do Clube Bejense, no valor total de cerca de 2,2 milhões de euros.
07h00 - terça, 11/12/2018
Bombeiros garantem
resposta à população
Apesar do conflito existente entre os bombeiros e o Governo, as corporações de bombeiros do distrito de Beja garantem que vão manter "os mesmos níveis de prontidão e eficiência" para apoiar as populações.
07h00 - terça, 11/12/2018
Irmãos Lima em
destaque no jiujitsu
Os irmãos Bruno e Giovanna Lima, ambos naturais de Castro Verde, estiveram em destaque no passado sábado, 8 de Dezembro, durante o principal campeonato nacional de jiujitsu, que decorreu em Lisboa.
07h00 - segunda, 10/12/2018
Concurso de montras
de Natal em Castro
A Câmara de Castro Verde promove a partir desta segunda-feira, 10 de Dezembro, um concurso de montras de Natal, dinamizado no âmbito das iniciativas "Natal em Castro Verde" e "Ofereça Castro Verde.
07h00 - segunda, 10/12/2018
Voluntariado vale
prémio à CM Beja
O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) atribuiu, no final da passada semana, o prémio "Boas Práticas de Voluntariado Jovem" à Câmara de Beja, em cerimónia realizada em Campo Maior.

Data: 07/12/2018
Edição n.º:
Contactos - Publicidade - Estatuto Editorial